quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Rato-do-campo-de-rabo-curto



Vole, Wühlmäuse, topillo, campanols
 Microtus agrestis

O Rato-do-campo-de-rabo-curto (Microtus agrestis) é um arvícola de tamanho médio (20-50 gr) e de aspeto robusto, com focinho arredondado e cauda relativamente curta. A sua pelagem é de tom cinzento-escuro no dorso e mais pálida nos flancos, podendo em alguns caso ter tons amarelentos. As patas, garganta e ventre são geralmente esbranquiçadas ou cremosas em adultos mais velhos. Mudam a pelagem entre estações frias e quentes, sendo que nas estações frias têm uma pelagem mais densa e fina. Têm seis almofadas palmares nos pés e quatro mamas, duas peitorais e duas inguinais.


Vole, Wühlmäuse, topillo, campanols
 Microtus agrestis

O seu habitat é preferencialmente constituído por prados e pastagens densas com pouca pressão pastoril, podendo também ocorrer em plantações florestais com sub-coberto herbáceo bem desenvolvido. É mais frequente em zonas de montanha, margens pedregosas de linha de água e zonas húmidas de pastos e juncais. Contudo, a presença de uma cobertura herbácea densa é requisito fundamental para a sua presença, já que é uma espécie herbívora muito seletiva, com preferência por rebentos, folhas e caules tenros de herbáceas, podendo comer também sementes de dicotiledóneas e em menor percentagem bolbos. Ocasionalmente durante o inverno e na falta de outro alimento, pode roer a casca da base de pequenas árvores e comer pequenos invertebrados como insetos.

Vole, Wühlmäuse, topillo, campanols
 Microtus agrestis

2 comentários:

Xabier Prieto Espiñeira disse...

Os micrótidos som os grandes esquecidos da mastofauna, Paulo. Em troca, formam parte muito importante da pirámide trófica, como bem sabes, tu melhor ca mim. Lembro, há quase trinta nos, quando tiven ocassom de participar no primeiro Atlas de vertebrados de Galiza, que achei muitos restos óseos de M. agrestis nas egragópilas de Coruja e outras aves rapazes que analizavamos no laboratório da SGHN coa lupa binocular.
Nom controlo muito neste campo da mastozoologia (correge-me se procede), mas penso que debe ser o micromamífero mais abondoso nos hábitats herbáceos da costa norte galega. Nos humidais litorais mesmo penso que poida compartir hábitat com Arvicola sapidus?
Tenho muitas ganas de fotografá-lo e fazer um post sobre as Cortas dos prados (que chamamos em galego)

Paulo Barros disse...

Hola Xabi,
Sim, o M. agrestis é provavelmente a espécie mais abundante dos habitats herbáceos (em especial os mais húmidos) e conjuntamente C. russula, A. Sylvaticus e o M. lusitanicus são a base de alimentar de muitas rapinas em especial da Tyto alba (pelo menos por aqui no NE de Portugal). A última vez que capturei M. agrestis foi num prado (herbáceo + juncos) onde também capturei rata-de-água (Arvicola sapidus), pelo são duas espécies perfeitamente simpátricas.
Apertas!

Enviar um comentário