sábado, 11 de março de 2017

Rola-bosta (Scarabaeus laticollis)



Os rola-bosta (Scarabaeus laticollis), são escaravelhos coleópteros que salimentam as suas larvas com excrementos. Após construir um túnel subterrâneo, estes engenhosos escaravelhos começam a formar uma bola de excremento, para tal, com a ajuda das patas traseiras e de marcha atrás vai rolando uma pequena quantidade de excremento e com a ajuda das patas dianteiras aplanadas e dentadas vai aumentando e dando-lhe forma perfeitamente circular. Esta forma circular tem apenas o propósito de facilitar o seu transporte até o seu túnel, após estarem dentro do túnel previamente feito, várias bolas de excremento são amassadas conjuntamente e então são formadas outras massas de excrementos, de forma ovoide, por forma a dificultar o seus transporte e roubo por outros rola-bosta.


Após a construção destas massas ovoides de excremento dentro dos tuneis, a fêmea introduz os seus ovos dentro destas massas de excrementos. A fermentação do excremento faz com que o interior destas massas aquecem alguns graus centígrados e mantenha as condições ótimas para a eclosões das larvar e proporcione alimento para a primeira fase da sua vida. Após terminarem como a disponibilidade alimentar dentro das massas de excrementos, as larvas sairão do seu interior e construirão os seus próprios túneis e alimentar-se-ão de raízes de modo a completarem a sua metamorfose. Quando emergirem á superfície já o farão como adultos e iniciar-se-á outro ciclo reprodutivo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

domingo, 1 de janeiro de 2017

Aquele que voa perto de casa mas volta tarde

A última “Publication Series” da EUROBATS é sobre os nomes comuns dos morcegos europeus nas várias línguas. Também é feita uma resenha sobre a etimologia dos nomes científicos dos morcegos e de facto algumas são bastantes curiosos.

Um dos mais curiosos é o Eptesicus serotinus, etimologicamente a palavra Eptecisus tem origem numa latinização das palavras gregas epten = voar e oikos = casa, o seu conjunto significa aquele que voa perto de casa. Já a palavra serotinus deriva do latim serus = tardio, que significa que volta tarde. Assim, conjuntamente o nome Eptesicus serotinus, significa aquele que voa perto de casa e volta tarde. De facto o Morcego-hortelão-escuro é uma espécie que se associa muito a zonas hortícolas (junto a zonas urbanas) onde abundam os insetos.
Eptesicus serotinus (morcego-hortelão-escuro)

No caso do Nyctalus lasiopterus, a palavra Nyctalus deriva do latim nyctalopia latinizado a partir do grego nuktalops: nukt = noite, aloas = cego, que significa o cego da noite. Já lasiopterus, deriva do grego lasios = lã, e pteron = pena, que significa pelo nas asas. Assim, conjuntamente o nome Nyctalus lasiopterus, significa o cego da noite com pelo nas asas. Embora etimologicamente a característica da presença de pelos no interior da asas tenha dado origem a esta espécie, esta características é identificativa para as espécie deste género que ocorrem em Portugal.
Nyctalus leisleri (morcego-arboricola-pequeno)

No caso do Plecotus auritus, a palavra Plecotus deriva do grego plekto = enrolado, e otus = orelha, que significa orelhas enroladas e a palavra auritus que em latim significa com longas orelhas. Assim, conjuntamente o nome Plecotus auritus orelhas longas e enrolas. De facto as espécies do género dos Plecotus têm como característica enrolar/recolher as grandes e sensíveis orelhas para trás e colocá-las debaixo das membranas alares, deixando apenas visíveis os tragus.
Plecotus auritus (morcego-orelhudo-castanho)

A palavra Rhinolophus, deriva da palavra grega rhis = nariz e lophos = ornamento, que significa nariz com ornamento. A palavra ferrumequinum, deriva do latino ferrum = ferro e equinus = do cavalo, significando ferradura. No caso da palavra hipposideros deriva do grego hipopótamos = cavalo e sideros = ferro, que significa ferradura.
Deste modo tanto o Rhinolophus ferrumequinum como Rhinolophus hipposideros, significam nariz com ornamento em forma de ferradura, mas no caso do primeiro tem origem no latim e o segundo no grego. A forma de ferradura que todo este género apresenta na face é de facto a sua principal característica identificativa.
Rhinolophus ferrumequinum (morcego-de-ferradura-grande)

No caso do Myotis emarginatus, a palavra Myotis, deriva do grego mus = rato e ous/otos = orelha, que significa orelhas de rato e a palavra emarginatus, deriva do latim emargino = com uma parte da margem removida. Assim conjuntamente o nome Myotis emarginatus, significa orelhas de rato com a parte da margem removida. Dentro do género dos Myotis a identificação das espécies requerem uma minuciosa observação de pormenores e de facto a emarginação que o Myotis emarginatus apresenta é uma delas.
Myotis emarginatus (morcego-lanudo)


No caso do Tadarida teniotis a palavra Tadarida tem origem do dialeto siciliano que significa morcego em quanto que teniotis tem origem no grego taina e no latim taenia = dobradas e do grego ous/otos = orelha. Assim conjuntamente o nome Tadarida teniotis significa morcego com orelhas dobradas. As pregas que esta espécie apresenta nas orelhas são bem elucidativas.
Tadarida teniotis (Morcego-rabudo)


Bibliografia:

Lina, P. H.C. (2016): Common Names of European Bats. EUROBATS Publication Series No. 7. UNEP / EUROBATS Secretariat, Bonn, Germany,104 pp.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Cores & Padrões

Embora a coloração e padrão do sapo-corredor (Epidalea calamita) esteja definida como apresentar uma coloração com manchas verdes bem definidas sobre fundo ocre, a coloração e o padrão desta espécie tem uma das maiores variabilidade dentro da nossa fauna.






















domingo, 20 de novembro de 2016

Uma questão genética!


Myotis alcathoe

Um dos principais problemas da taxonomia moderna, é a delimitação do que é considera da uma espécie nova ou não. Os morcegos são a segunda Ordem mais numerosa de mamíferos e com uma distribuição mundial. O seu estudo taxonómico esteve estável até à segunda metade do século XX, tornando-se intensivo durante as últimas décadas.
O papel crescente dos estudos moleculares aumentou repercutindo-se no número de novas espécies de morcegos cientificamente reconhecidas, através da confirmação de antigas suspeitas ou de espécies mais raras como é o caso do Myotis alcathoe ou o Plecotus sardus.
Aplicação de técnicas moleculares está a ser desenvolvias a um ritmo exponencial e os investigadores acreditam no seu poder de alta resolução. Tendo em conta o estabelecimento das extensivas bases de dados genéticas, o estudo da taxonomia dos morcegos através da genética molecular foi fortemente estimulada. No entanto, existem muitos resultados destes estudos que permanecem incertos e até questões de validação sobre os resultados de estudos mais antigos que utilizavam técnicas diferentes.
Embora existam sugestões sobre a magnitude das distâncias inter e intraespecíficas, a última pode ser bastante variável, mesmo dentro do mesmo género. Por exemplo, a distância entre três espécies do complexo de Miniopterrus "schreibersii" é muito menor em comparação com as de outras espécies desse gênero, pelo que alguns estudos tentam confirmam o “status” da espécie das três formas do complexo. Em contraste, dentro do Pipistrellus kuhlii na Europa existem três mtDNA distintos que formalmente estão ajustando ao nível de espécies distintas, nas quais não foram encontrados obstáculos no fluxo genético das suas populações. A partir dos estudos de taxonomia do gênero Eptesicus em geral e do complexo de espécies "Eptesicus serotinus" em particular, foram verificados que os processos da evolução reticulada pode desempenham um papel significativo na especiação e podem ser responsáveis por alguns dos casos complicados de relações entre espécies e populações de morcegos. Embora a novos métodos e técnicas de análises estejam a ser desenvolvidas para a identificação formal de limites de espécies, ainda não existem ferramentas para géneros de morcegos mais complicados.
Miniopterrus schreibersii

Definitivamente, a maioria dos investigadores tentam utilizar vários conjuntos de dados para resolver problemas taxonómicos particulares, este tipo de abordagem é designado de "taxonomia integrativa". No entanto, alguns investigadores apontam que não existem ferramentas para tornar os estudos taxonómicos verdadeiramente "integrativos" já que a contribuição proporcional das diferentes fontes de dados não é possível, deste modo propõem uma abordagem do tipo "taxonomia iterativa" concebido para uma primeira abordagem de modo a revelar as "espécies candidatas" e assim verificar de forma coerente por outras fontes de dados o estatuto da “espécie candidata”.
Eptesicus serotinus

Embora este problema seja global, a taxonomia nas regiões tropicais tem como principal problema a falta de base de dados com a quantidade suficiente, enquanto nas zonas temperadas o principal problema é a falta de base de dados com uma representação estendida a toda as áreas de distribuição da espécie em estudo.
De qualquer forma, a questão dos limites das espécies e da sua classificação exige uma abordagem abrangente e consensual.


Bibliografia: Kruskop (2016) Species and species delimitation problem in the bats. Archive of Zoological Museum of LMSU, 54:161-190

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Descubra as 8 diferenças

Escreva aqui sua postagem

Rhinolophus ferrumequinum & Rhinolophus euryale

Rhinolophus ferrumequinum & Rhinolophus euryale

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

WebSIG IV


Após mais um ano de recolha de informação e chegado o fim de mais um época de capturas, o Sistema de Informação Geográfico em plataforma Web (WebSIG) do bolg foi atualizado esta á cada vez mais composto. Neste momento contamos com mais de 3500 observações, que resultam em 590 registos de espécies distribuídas pelas 123 quadrículas 10X10Km.
O principal objetivo deste WebSIG é permitir aos nossos leitores mais interessados neste grupo faunístico, ter um acesso rápido e fácil à informação, assim como oferecer um sistema de mapas dinâmicos e funcionais para navegar e consultar sobre a distribuição das diferentes espécies por nós registadas.

Para isso basta selecionarem a espécie através do “scroll” que está de baixo da entrada “Mapa de Observações de Morcegos” na barra lateral deste Blog.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Morcego-arborícola-gigante & passeriformes

Macho de Nyctalus lasiopterus

O Morcego-arborícola-gigante (Nyctalus lasiopterus) é o maior morcego da Europa, podendo chegar a medir cerca de 50cm de envergadura, AQUI podem ler mais sobre as suas características morfológicas e ecológicas.
A sua dieta baseia-se em borboletas noturnas, odonatas e coleópteros. Contudo em épocas muito específicas a sua estratégia trófica muda completamente. Durante as épocas de migração primaveril e outonal dos passeriformes, a sua dieta deixa de ser exclusivamente insetívora e passa a ser preponderantemente carnívora, alimentando-se de passeriformes que se encontram em migração. Os recentes estudos realizados por investigadores (Ibáñez et al., 2016), demostraram que os passeriformes são capturados e provavelmente consumidos em pleno voo a uma altitude bastante considerável (> 500m) durante as migrações ou movimentos dispersantes regionais dos passeriformes. Este comportamento não é um episódico, visto que durante este período cerca de metade dos dejetos de Nyctalus lasiopterus são totalmente constituídos por penas e a listagem de espécies encontradas nos dejetos ascende a 31:
Calandrella brachydactyla
Carduelis cannabina
Serinus serinus
Riparia riparia
Anthus pratensis
Anthus trivialis
Ficedula hypoleuca
Muscicapa striata
Regulus ignicapilla
Acrocephalus schoenobaenus
Acrocephalus scirpaceus
Cettia cetti
Hippolais polyglota
Locustella naevia
Phylloscopus bonelli
Phylloscopus collybita
Phylloscopus trochilus
Sylvia atricapilla
Sylvia borin
Sylvia cantillans
Sylvia communis
Sylvia conspicillata
Sylvia hortensis
Sylvia melanocephala
Sylvia undata
Erithacus rubecula
Luscinia megarhynchos
Oenanthe oenanthe
Phoenicurus phoenicurus
Saxicola rubetra
Saxicola torquata

Referencia bibliográfica:
Ibáñez C., Popa-Lisseanu A. G., Pastor-Beviá D., García-Mudarra J. L. & Juste J. (2016) Concealed by darkness: interactions between predatory bats and nocturnally migrating songbirds illuminated by DNA sequencing. DOI:10.1111/mec.13831.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Machos em época de reprodução

A localização dos testículos dos morcegos varia entre famílias. De um modo geral nos vespertilionidae, os testículos descem quando nascem e situam-se abaixo do pénis, já nos rhinolophidae os testículos e o pênis estão localizados ligeiramente mais acima no baixo-ventre.
A atividade espermatogênica da maior parte dos morcegos tem o seu pico no final do verão e início do outono (época de swarming), nesta altura a maturação e ativação dos espermatozoides é realizada nos epidídimos. Deste modo, o estado reprodutivo pode ser avaliado pela inspeção visual dos testículos e dos epidídimos. Durante a espermatogénese (produção de espermatozoides) os tamanho dos testículos aumenta consideravelmente, os quais vão libertando os espermatozoides para os epidídimos, provocando uma diminuição dos testículos e aumentos dos epidídimos.

A) Representa a condição inativa de reprodução (março-junho); B) representa a etapa de espermatogéneses completa (julho-agosto); C) representa a condição dos indivíduos em período de acasalamento e por consequente têm os espermatozoides maduros armazenados s na cauda dos epidídimos (adaptado de Tobón, 2010)

Deste modo, o estado reprodutivo dos morcegos machos, caracterizam-se através de quatro parâmetros:
Tamanho dos testículos:
1 - Não inchados
2 - Pouco inchados
3 - Intermediamente inchados
4 - Inchaço evidente
5 - Inchaço muito evidente
 Cor dos epidídimos:
1 - Muito claros
2 - Claros
3 - Intermédios
4 - Escuro
5 - Muitos escuros
 Tamanho dos epidídimos:
1 - Ausente
2 - Pequenos
3 - Intermédio
4 - Grandes (quase completamente descidos)
5 – Muito grandes (completamente descidos)
 Conteúdo dos epidídimos:
1 - Vazios
2 - Quase vazios
3 – Intermédios
4 – Arredondados e quase cheios
5 – Muito arredondados e totalmente cheios


Estado reprodutivo de Myotis emarginatus: tamanho dos testículos - 1, cor dos epidídimos - 4;  tamanho dos epidídimos- 5 e conteúdo dos epidídimos - 5. 

domingo, 14 de agosto de 2016

O que nos dizem os dentes

A dentição de morcegos é difiodonte, ou seja os dentes definitivos apenas nascem depois da dentição de leite cair. Ao longo da sua longa vida (em média 17 anos), a abrasão provocada pela mastigação provoca um desgaste acentuado nos dentes, começando por perder a aparência pontiaguda e o desgaste gradual dos dentes. Em certas situações e em indivíduos muito velhos, acabam mesmo por se gastarem totalmente. Além do desgaste dos dentes, com o avançar da idade, a acumulação de tártaro nos molares é também cada vez mais evidente.
Myotis bechsteinii com dentição tipo 2 (esquerda) e 5 (direita)

Estas duas particularidades podem dar-nos uma indicação da idade dos morcegos. Para tal estão descritas 5 categorias (etariamente crescente) de desgaste de dentes:
1 = Sem desgaste
2 = Pouco desgaste
3 = Desgaste intermédio
4 = Desgaste óbvio
5 = Desgaste completo
Myotis mystacinus com dentição tipo 1 (esquerda) e 4 (direita) e placa dentária (tártaro) do tipo 1 (esquerda) e tipo 3 (direita)

e 5 categorias (etariamente crescente) de placa dentária (tártaro).
1 = Sem placa dentária
2 = Pouca placa dentária, coloração amarela
3 = Placa dentária intermédia
4 = Placa dentária óbvia, vários dentes com linhas pretas
5 = Placa dentária abundante, todos os dentes têm linhas pretas

Bibliografia
Haarsma A. J. (2008) Manual for assessment of reproductive status, age and health in European Vespertilionid bats

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O morcego das montanhas


Morfologicamente, o Hypsugo savii (morcego de savi) é um morcego caracterizado por ter pelo bicolor no dorso, com uma coloração castanho-escuro ou mesmo preto e as pontas douradas, ventralmente a sua coloração é cinzenta e o focinho e as orelhas são totalmente pretas.
Em Portugal esta espécies é relativamente comum em zonas de montanhas do Norte e abriga-se principalmente em fendas de árvores e rochosas. È uma espécie que voa relativamente alto e captura a sua presas exclusivamente em voo.

Para mais informações consulte a ficha da espécie AQUI

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sobreviver ou morrer!

Moscas-de-morcegos adulto num Morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii)

As moscas-de-morcegos (Diptera, Streblidae e Nycteribiidae) são ectoparasitas altamente especializados, e exclusivos de morcegos. Podem ser encontrados nas zonas peludas ou mesmo nas partes desprovidas de pelo como a membrana alares, onde se alimentam de sangue. Durante o seu ciclo de vida, as fêmeas, necessitam deixar o seu hospedeiro (morcego) para depositarem as pré-pupas no substrato, normalmente no teto dos abrigos, e em particular nos locais onde os morcegos formam as colónias.
O tipo de abrigo que cada espécie usa, influencia a propensão ou probabilidade que essa mesma espécie tem em ter este tipo de parasitas. Por exemplo as espécies cavernícolas têm uma maior tendência a serem portadores deste tipo de parasitas dos que as espécies eminentemente florestais, já que estas últimas normalmente têm um elevado número de abrigos que vão alternando ao longo das várias épocas fenológicas, permanecendo por períodos mais curtos em cada abrigo. Já as espécies cavernícolas, permanecem por períodos mais longos no mesmo abrigo e normalmente forma colónias muito maiores do que as espécies florestais, potenciando assim a presença deste tipo de parasitas.
Pupas e adultos de moscas-de-morcegos 


Se o teto dos abrigos, e em especial o local onde se formam as colónias de morcegos são um nicho ecológico para as moscas-de-morcegos, já o solo por de baixo desse mesmo locais são o nicho ecológico de outros seres, neste caso, de vorazes predadores que atacam toda a matéria orgânica que caia ao solo. Os mais comuns são os Staphylinidae (estafilinídeos), dos quais existem cerca de 50.000 espécies descritas!
Moscas-de-morcegos a ser atacada por estafilinídeos de pois de ter caído sobre o guano de morcegos

domingo, 3 de julho de 2016

Mais uma quadrícula (PG71) amostrada

Local de criação de Pipistrellus pipistrellus

Este fim-de-semana, a quadrícula amostrada foi a UTM PG71, situadas no Concelho de Bragança, optamos pela nascente do Rio Azibo que se encontra ladeado por manchas contínuas de carvalhos salpicadas por lameiros de montanha e castanheiros, um habitat propício para muitas espécies, a uma altitude de 820m.
O habitat envolvente era propício e prometia uma noite bastante profícua. De facto, no final da noite e feita a contabilidade das capturas permitiu confirmar a presença de sete espécies para esta quadrículas:
Pipistrellus pipistrellus
Hypsugo savii
Barbastella barbastellus
Plecotus autriacus
Nyctalus leisleri
Miniopterus schreibersii
Eptesicus serotinus

Além das espécies inventariadas, foi possível identificar uma colónia de criação de aproximadamente 40 Pipistrellus pipistrellus, e através do estados das glândulas mamárias, foi ainda possível confirmar a reprodução de Nyctalus leisleri e Miniopterus schreibersii para esta zona.

Plecotus austriacus 

 Barbastella barbastellus

Nyctalus leisleri 

 Comportamento típico de Hypsugo savii