sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sexo e Morcegos

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Cópula de Myotis daubentonii

Como é que os machos e fêmeas se encontram? Como e onde acasalam? são perguntas que ainda têm poucas respostas para muitas das espécies de morcegos.
Para algumas espécies como por exemplo o Pipistrellus pygmaeus ou o Nyctalus noctula, sabe-se que machos isolados ocupam abrigos de cópula em áreas onde a passagem de fêmeas é espectável. Para estas espécies os abrigos de cópula são eminentemente buracos em árvores ou em alternativa caixas-abrigo.
No caso dos Pipistrellus pymageus, os machos defendem estes abrigos de outros machos voando constantemente em volta destes durante a noite, enquanto emitem chamamentos na perspectiva de atrair alguma fêmea para o abrigo de cópula. Contrariamente os machos de Nyctalus noctula situam-se à entrada dos abrigos e emitem chamamentos na perspectiva de atrair alguma fêmea, voando apenas de vez em quando em torno do abrigo de cópula emitindo chamamentos para afugentar outros machos. Quando uma fêmea receptiva se encontra na área de um macho, esta é encorajada a entrar para o abrigo de cópula, depois de a fêmea estar dentro do abrigo, o macho volta a posicionar-se à entrada do mesmo, na tentativa de atrair mais fêmeas, no caso particular desta espécie as cópulas dão-se durante o dia.
Durante a cópula os machos abraçam as fêmeas por de trás com os antebraços e em muitas espécie morde firmemente os pelos do pescoço, de tal forma, que a presença de saliva no pescoço das fêmeas é visível mesmo após algumas horas depois da cópula. No caso particular dos Myotis blythii, os machos protegem as fêmeas durante o dia, envolvendo-as com as assas entreabertas, evitando assim investidas de outros machos, este comportamento é conhecido como “mate guarding”.
Como é de esperar os machos das diferentes espécies usam diferentes estratégias de acasalamento, como já foi referido os machos de Nyctalus noctula durante o final do Verão e Outono, defendem vigorosamente os abrigos de cópula. Outras espécies têm uma estratégia mais massiva, como é o caso do Myotis daubentonii, Myotis mystacinus, Myotis nattereri, Myotis bechsteinii, Myotis myotis, Myotis Blythii Plecotus auritus Barbastella barbastellus e Eptesicus serotinus, que no Outono convergem para os abrigos subterrâneos de hibernação comportamento conhecido de “swarming”. Machos e fêmeas estão sexualmente activos durante alguns dias, o “swarming” ocorre durante a noite e durante o dia é realizada a cópula.

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