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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Muros de pedra, marcadores de paisagem




De norte a sul, os muros de pedra são uma constante das nossas paisagens e, talvez por serem tão frequentes, não lhes seja atribuída a importância que mereceriam.


Há muitos anos que os homens têm vindo a usar e adaptar os muros de pedra a diferentes funções. Quer sejam para delimitar ou defender propriedades, para segurar terra em socalcos ou para evitar a erosão dos solos, estas estruturas têm uma beleza e história inerentes que os transformam em muito mais que simples conjuntos de pedras.


Do ponto de vista ecológico os muros de pedra são estruturas de elevada importância para diversas espécies da nossa fauna e flora. Os muros são, por exemplo, locais de nidificação de várias espécies de aves como a carriça ou o chasco-preto. Estas estructuras podem também ser usadas como locais de abrigo para pequenos mamíferos como a doninha, alguns micromamíferos ou mesmo morcegos.
 


Também os répteis encontram nos muros de pedra excelentes abrigos ou locais de hibernação. Para algumas espécies de invertebrados os espaços entre as pedras de um muro podem representar locais de abrigo, de reprodução ou mesmo locais de invernada.


Dependendo da exposição e da tipologia do muro, também as plantas podem ali encontrar micro-habitats específicos e adequados às suas necessidades.



Algumas ligações de interesse:


quinta-feira, 23 de junho de 2011

De pequenino é que se troce o pepino

As Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), a Convenção de Bona sobre a Conservação das Espécies Migradoras (CMS) e o Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus (EUROBATS), uniram-se para celebrar o ano dos morcegos. Este evento Internacional pretende dar a conhecer a importância da conservação destes mamíferos voadores.
Cada um de nós, conjuntamente ou individualmente, pode contribuir para os objectivos desta celebração, realizando, participando, organizando, divulgando ou sensibilizando para as questões que envolve esta iniciativa. Deixo aqui um pequeno exemplo do meu afilhado de cinco anos, que conseguiu sensibilizar os colegas e professores da sua turma através da elaboração de um poster sobre morcegos.

De facto a sensibilização assume um papel primordial no alerta e consciencialização da população acerca dos graves problemas existentes na natureza e, neste caso particular que afectam os morcegos, constituindo um primeiro passo no processo de educação ambiental, com o objectivo de criar empatia e despertar sensibilidade na preservação e conservação dos quirópteros.

domingo, 7 de novembro de 2010

Para reflexão...

“…Farei uma menção especial à espécie que mais necessita de protecção, a espécie humana, uma vez que as restantes têm a sorte de não se preocupar com o passado, o presente ou o futuro, simplesmente, vivem …
Nós, pelo contrário, não ‘vivemos’ no passado, nem o fazemos agora, e por este andar não teremos oportunidade de o fazer no futuro.
Todos iremos mais tarde ou mais cedo, mas o último exemplar de qualquer das espécies desaparecidas viveu os seus últimos dias com as mesmas ilusões que qualquer antepassado seu (alheio totalmente á sua realidade), enquanto muitos membros da nossa espécie vivem cada minuto da sua vida, com pesar. E não aprendemos a lição.
Para quem pense que estas palavras são pessimistas, lhes direi que, absolutamente, como humano sinto dor pela barbárie na qual vivemos, como animal tenho o mesmo sentimento que esse último de uma espécie extinta. Em qualquer caso, os centos de milhar de anos que a nossa espécie leva sobre este formoso planeta, são apenas um suspiro, dentro de outros tantos teremos desaparecido, com o pressuposto de que teremos levado connosco grande parte da vida do planeta, e noutro suspiro a vida terá voltado a criar todas essas espécies e muitas outras que nem podemos imaginar. È claro, pois, que só temos capacidade de nos autodestruir, não de destruir a vida, algo que só pode fazer quem a criou.
Isto não é uma justificação para quem quiser destruir, é pôr a nossa espécie no sítio dela, no pódio dos perdedores, até que faça os deveres e aprenda a lição.”

Benjamín Sanz
Extraído de “Huellas y rastros de los Mamíferos Ibéricos.”