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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Morcegos em casa!

Uma das nossas leitoras assíduas, enviou um e-mail dizendo que tinha encontrado um morcego dentre de sua casa, após ver as fotos verificamos que se tratava de um Tadarida teniotis. Deixo aqui o testemunho da Soraya, como agradecimento ao comportamento que teve perante a presença de morcegos em sua casa.
 Morcego-rabudo (Tadarida teniotis)

 “Comprei há pouco tempo uma casa que esteve desabitada muitos anos e só era usada como casa de férias. Esta situada num quarto andar de um dos prédios mais altos da Charneca da Caparica e tem uma vista privilegiada sobre o mar e a mata. Por cima tem só mais um apartamento que também se encontra desabitado há bastante tempo, uma vez que os donos se encontram no estrangeiro.
Numa das casas de banho encontrei fezes que saiam das grelhas de ventilação e já tinha ouvido ruídos estranhos mas pensava que vinham da casa dos vizinhos. Quando usei o aspirador para limpar parte da porcaria que passava pelas grelhas os parafusos de baixo já velhos e enferrujados caíram ficando assim aberta a passagem.
Um ou dois dias depois ao chegar a casa a noite ouvi um ruído estranho no hall de entrada que não sei se seria o som emitido pelo morcego para se orientar ou o barulho das patas em contacto com a tijoleira. Quando acendi a luz num dos quartos vi uma pequena figura a desaparecer por traz duns sacos. A primeira coisa que me veio a cabeça foi um rato e fechei logo a porta e tapei a falha por baixo para ele não conseguir sair. No dia seguinte já com a ajuda dos meus pais e armados de vassouras e de uma ratoeira fomos a procura do pequeno roedor ate que nos deparamos com um morcego num cantinho do quarto. A surpresa foi total! Não sei quem se terá assustado mais, ele ou nós. Mesmo assim tive a sorte de não me deparar com ele de asas abertas a voar dentro de casa.
Pegamos-lhe com um pano e já dentro de um alguidar demos-lhe fruta que ele não comeu! Não emitiu qualquer som e só se mostrou mais agressivo quando lhe pegamos.
Os meus pais levaram-no e soltaram-no nessa mesma noite numa das varandas da casa e ele desapareceu passado pouco tempo. De vez em quando ainda escuto ruídos estranhos. Será que os sons são mesmo da casa dos vizinhos ou será que o morcego decidiu voltar para a sua casa? Afinal ele estava cá primeiro.” (Soraya Oliveira, 02 Novembro de 2011).
 Vista do habitat envovente ao local onde se abriga o morcego

domingo, 23 de outubro de 2011

Anfíbios e estradas!

A mortalidade de animais nas estradas constitui um dos impactes visíveis e do conhecimento geral. Para as pessoa que como eu, fazem pelo menos 100Km diários de estrada estes acontecimentos são muito frequentes e quase diários, independentemente da maior dos percursos serem os mesmos.

Para o “comum mortal” a mortalidade de carnívoros com estatuto de conservação mais elevado como por exemplo o lobo-ibérico (Canis lupus signatus) ou o lince-ibérico (Linx pardinus), é uma perda insubstituível, de tal forma que a projecção de vias de comunicação em área de ocorrência desta espécies têm sempre em consideração medidas de minimização e/ou compensação para estas espécies.

O principal problema da aplicação de medidas de minimização de mortalidade de anfíbios em estradas, é a dificuldade que os Estudos de Impacte Ambiental (EIA), têm em identificar os corredores ecológicos (corredores migratórios) deste grupo faunístico, sendo que apenas depois das vias de comunicação estarem em exploração é que são identificados os “pontos negros” (locais onde a via de comunicação cruza o corredor de migração), momento temporal e processual em que é muito difícil aplicar qualquer medida de minimização e/ou compensação.

A Pós-avaliação de projectos de vias de comunicação, seria uma das ferramentas que poderiam minimizar um impacte que não foi possível identificar em processo de AIA.

As primeiras chuvas de Outono são propícias à ocorrência de migrações da grande parte dos Anfíbios.

ESTEJA ATENTO! DIMINUA A VELOCIDADE E EVITE ATROPELAR ESTES ANIMAIS!

 Alytes obstetricans, Lagoa (Macedo de Cavaleiros)

 Bufi bufo, Castro Vicente (Mogadouro)

 Bufo calamita, Brunheda (Carrazeda de Ansiães)

 Hyla arborea, Mogadouro (Modadouro)

 Pelobates cultripes, Duas Igrejas (Miranda do Douro)

 Salamandra salamandra, Cova da Lua (Bragança)

 Triturus marmoratus, Presandães (Alijó)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Noite Europeia dos Morcegos em Bragança


Foto de Ivone Fachada 

Inserida na XV Noite Europeia dos Morcegos, o Centro de Ciência Viva de Bragança, organizou uma actividade sobre morcegos “Venha conhecer os morcegos”, esta actividade contou com um público diversificado, incluindo famílias inteiras.
O sucesso desta actividade está bem reflectido neste vídeo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

De pequenino é que se troce o pepino

As Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), a Convenção de Bona sobre a Conservação das Espécies Migradoras (CMS) e o Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus (EUROBATS), uniram-se para celebrar o ano dos morcegos. Este evento Internacional pretende dar a conhecer a importância da conservação destes mamíferos voadores.
Cada um de nós, conjuntamente ou individualmente, pode contribuir para os objectivos desta celebração, realizando, participando, organizando, divulgando ou sensibilizando para as questões que envolve esta iniciativa. Deixo aqui um pequeno exemplo do meu afilhado de cinco anos, que conseguiu sensibilizar os colegas e professores da sua turma através da elaboração de um poster sobre morcegos.

De facto a sensibilização assume um papel primordial no alerta e consciencialização da população acerca dos graves problemas existentes na natureza e, neste caso particular que afectam os morcegos, constituindo um primeiro passo no processo de educação ambiental, com o objectivo de criar empatia e despertar sensibilidade na preservação e conservação dos quirópteros.