terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Migração das Aves 2014


Andorinha-dáurica Cecropis daurica
Tal como no ano de 2013, durante o ano passado, fui registando as datas das primeiras observações de cada uma das espécies migradoras que fui detectando no campo. 
 
Águia-cobreira Circaetus gallicus

Com uma nova época de chegadas aí à porta, deixo-vos uma tabela com as datas e as localizações das primeiras observações de cada uma das espécies no ano de 2014.

Andorinha-dos-beirais Delichon urbicum
 
Apesar de não se poder desenhar qualquer conclusão, já que as observações são recolhidas casualmente e dependem em grande medida do acaso, tentei comparar as datas dos primeiros registos de 2014 com as de 2013 apenas por curiosidade. Os resultados estão na coluna “Diferenças 2013-2014” e os valores indicam o número de dias de diferença entre os dois anos, valores positivos indicam que a espécie foi registada mais tarde e valores negativos indicam que a espécie foi registada mais cedo. 


Nome comum
Nome científico
1ª Obs. 2013
1ª Obs. 2014
Localidade
(concelho)
Dif. 2013-2014
Andorinha-dos-beirais
Delichon urbicum
4-fev
9-mar
Freixo de Espada à Cinta
35
Águia-cobreira
Circaetus gallicus
15-fev
12-mar
Guarda
27
Cegonha-preta
Ciconia nigra
21-fev
7-mar
Mogadouro
16
Andorinha-das-chaminés
Hirundo rustica
1-mar
5-mar
São João da Pesqueira
4
Milhafre-preto
Milvus migrans
13-mar
11-mar
Freixo de Espada à Cinta
-2
Britango
Neophron percnopterus
14-mar
18-fev
Mogadouro
-26
Andorinha-dáurica
Cecropis daurica
16-mar
13-mar
Guarda
-3
Cuco-canoro
Cuculus canorus
19-mar
13-mar
Guarda
-6
Tartaranhão-caçador
Circus pygargus
20-mar
21-mar
Évora
1
Papa-amoras-comum
Sylvia communis
21-mar
29-abr
Guarda
38
Andorinhão-preto
Apus apus
24-mar
26-mar
Évora
2
Andorinhão-pálido
Apus pallidus
24-mar
27-mar
Évora
3
Mocho-pequeno-d’orelhas
Otus scops
3-abr
8-mar
Freixo de Espada à Cinta
-25
Codorniz
Coturnix coturnix
4-abr
8-mar
Freixo de Espada à Cinta
-26
Águia-calçada
Aquila pennata
6-abr
26-mar
Évora
-10
Abelharuco
Merops apiaster
7-abr
8-abr
Monforte
1
Toutinegra-carrasqueira
Sylvia cantillans
11-abr
24-mar
Monforte
-17
Papa-figos
Oriolus oriolus
16-abr
19-abr
Évora
3
Andorinhão-real
Apus melba
16-abr
7-mar
Mogadouro
-39
Rouxinol-comum
Luscinia megarhynchos
17-abr
12-abr
Monforte
-5
Chasco-ruivo
Oenanthe hispanica
17-abr
20-mai
Freixo de Espada à Cinta
33
Picanço-barreteiro
Lanius senator
17-abr
26-mar
Évora
-21
Torcicolo
Jynx torquilla
18-abr
-
-

Sombria
Emberiza hortulana
21-abr
28-abr
Guarda
7
Cuco-rabilongo
Clamator glandarius
22-abr
24-mar
Monforte
-28
Chasco-cinzento
Oenanthe oenanthe
22-abr
29-mar
Monforte
-23
Peneireiro-das-torres
Falco naumanni
26-abr
10-abr
Évora
-16
Rolieiro
Coracias garrulus
26-abr
18-abr
Monforte
-8
Rola-brava
Streptopelia turtur
8-mai
13-mai
Seia
5
Felosa de Bonelli
Phylloscopus bonelli
11-mai
2-abr
São João da Pesqueira
-39
Felosa-poliglota
Hippolais polyglotta
18-mai
17-abr
Cuba
-31
Bútio-vespeiro
Pernis apivorus
20-mai
8-abr
Monforte
-42
Petinha-dos-campos
Anthus campestris
-
24-mar
Monforte

Perdiz-do-mar
Glareola pratincola
-
23-abr
Cuba


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

E tu quem és?



A identificação de morcegos pode ser realizada de diversas formas, seja ela direta, indireta (através de registos acústicos, dejetos ou retos de alimentação), de animais vivos, mortos ou de restos ósseos. Neste último caso as egagrópilas de rapinas (em particular as noturnas) ou dejetos de pequenos carnívoros (em especial ginetas), podem proporcionar informação suficiente para a identificação de morcego, assim, depois de termos publicado uma chave dicotómica simplificada para a identificação morfológica neste post, agora iremos abordar a identificação de morcegos através de crânios, embora a identificação possa ser feita até ao nível da espécie, neste post, por uma questão de simplicidade apenas iremos realização a identificação até ao nível do género.




Quatro incisivos superior.....1
Dois incisivos superiores.....8

1 - Fórmula dentária 2.1.3.3/3.1.3.3. Crânio com depressão profunda entre a zona frontal e occipital....Miniopterus
– Crânio sem depressão entre a zona frontal e occipital.....2
2 - Formula dentária 2.1.3.3/3.1.3.3. Com três pré-molares superiores e três inferiores.....Myotis
- Com um ou dois pré-molares superiores ou dois ou três inferiores.....3
3 – Formula dentária 2.1.1.3/3.1.2.3. Com um pré-molar superior e dois inferiores.....Eptesicus
- Com dois pré-molares superiores e dois ou três inferiores.....4
4 – Com formula dentária 2.1.2.3/3.1.3.3 e bulas timpânicas muito desenvolvidas, cujo diâmetro transversal é superior que a distância que as separa.....Plecotus
- Formula dentária 2.1.2.3/3.1.2.3 e bulas timpânicas menos desenvolvidas.....5
5 – Margem do palatino anterior profundo, alcançando o ponto médio dos molares posteriores.....Nyctalus
- Margem do palatino anterior não tão profundo como o caso anterior, não ultrapassando a bordadura posterior dos caninos.....6
6 – Margem nasal profundo, a distância entre a base dos incisivos e a constrição inter-orbitária é semelhante. Caninos superiores com dois sulcos, um no lado labial e outro no lingual.....Barbastella
- Margem nasal pouco profunda, a distância entre a base dos incisivos é superior à distância na constrição inter-orbitária. Caninos superiores com apenas um sulco no lado labial.....7
7 – Primeiro pré-molar superior diminuto (as vezes ausente), a sua área coronal é menor que a quarta parte da área coronal do segundo incisivo superior. O segundo pré-molar superior em contacto com o canino.....Hypsugo
- Área coronal do primeiro pré-molar superior aproximadamente igual ao do segundo incisivo superior. Segundo pré-molar superior separado do canino.....Pipistrellus
8 - Crânio de perfil superior reto e com formula dentária 1.1.2.3/3.1.2.3.....Tadarida
- Formula dentária 1.1.2.3/2.1.3.3. O crânio com premaxilar de ossificação incompleta.....Rhinolophus