sábado, 22 de junho de 2013

Plantas aromáticas e medicinais


Foto de Ângela Cordeiro (nome científico Bellis perennis; nome comum Margarida)


Como ando regularmente no campo, já não é a primeira vez que me perguntam se podia apanhar aquela ou a outra planta que serve para curar certas “maleitas”. Tendo em conta que o meu conhecimento sobre este assunto (plantas aromáticas, comestíveis e medicinais) é bastante limitado, fui pesquisar sobre o assunto!
Embora este seja um blog dedicado exclusivamente à fauna, vamos abrir um exceção para falar sobre estas plantas já que o “saber não ocupa espaço” e não custa nada dar uma olhadela às “herbas” quando andamos no campo atrás dos “bichos”!
As plantas silvestres podem ser aromáticas, condimentares ou mesmos comestíveis, quem não já comeu uma saladinha de azedas ou beldroegas (para quem não comeu, aconselho vivamente), atualmente incluídas na cozinha “gourmet”. Outra utilidade das plantas silvestres é a sua ação medicinal, que pode funcional como simples diurético, depurativo, combater a constipação, funcionar como expectorante, cicatrizante ou mesmo ter efeitos afrodisíacos. De entre as diversidade de espécies estão algumas vulgarmente conhecidas como a carqueja, o fiolho ou a cidreira e outras não tanto como o pinheiro-bravo, o morangueiro-bravo ou o medronheiro.



Espécie
Nome comum
Finalidade
Parte utilizada
Achillea millefolium
Milfolhada, Erva de S. João
Diurética, adstringente, vulnerária,
Rizoma, folha, semente
Agrimonia eupatoria
Agrimónia, Erva-hepática
Diurética, adstringente, vulnerária,
Sumidades floridas
Alisma plantago-aquatica
Tanchagem d’água, Orelha-de-mula
Anti inflamatório
Folha
Alnus glutinosa
Amieiro
Adstringente, tónica, feridas
Folha, casca
Anagallis arvensis
Morrião, Morrião-dos-campos
Expectorante, cicatrizante
Totalidade
Anthemis arvensis
Macela, Falsa-macela
Digestiva
Flor
Aquilegia vulgaris
 Ancólia, Fidalguinha
Diurética, adstringente
Folhas, flor, semente
Arbutus unedo
Medronheiro, Érvedo, Érvodo
Diurética, adstringente, depurativa
Rizma, folha, flor, fruto
Arnica montana
Tabaco-dos-saboianos
Adstringente
Raíz e rizoma, flor
Artemisia vulgaris
 Erva-do-fogo
Tónica, anti espasmódic
Rizoma, sumidades floridas
Bellis perennis
Margarida, Margarita, Bonina
Diurética, tónica,  feridas, bronquite
Folha, flor
Betula alba
Vidoeiro, Bétula, Bédulo
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha, casca, gemas
Calluna vulgaris
Urze, Torga, Quebra-panelas
Diurética, adstringente, reumatismo
Folha
Caltha palustris
Erva-do-rosário
Reumatismo
Folha
Campanula rapunculus
Rapincho
Adstringente, vulnerária
Raíz e rizoma, folha
Capsella bursa-pastoris
Bolsa-de-pastor, Erva-do-bom-pastor
Adstringente, tónica feridas
Folha, parte aérea florida
Castanea sativa
Castanheiro, Castanheiro-comum
Adstringente, anti catarral
Folha, fruto, casca
Chamaemelum nobile
Camomila-romana,  Mançanilha
Aromática, anti espasmódica
Caule, folhas, capítulos, flor
Chamaespartiu tridentatum
Carqueja, Giesta-de-carqueja
Constipação, problemas intestinais
Flor
Chelidonium majus
Quelidónia, Erva-das-andorinha
Anti espasmódica
Raíz e rizoma, folha
Chenopodium album
Ambrósia, Catasol
Laxante
Folha
Chondrilla juncea
Leitugas, Lentugas
Aperitivo
Folha
Convolvulus arvensis
Corriola, Garriola
Purgante
Raíz, folha
Corylus avellana
Aveleira, Aveleira brava
Adstringente, depurativa, feridas, pele
Folha, flor, semente
Crataegus monogyna
 Pilriteiro,  Catapereiro
Diurética, anti espasmódica, diarreia
Flor, fruto, casca
Cynodon dactylon
Grama, Grama das boticas
Diurética, estimulante, refrescante
Rizoma
Cytisus scoparius
Giesa, Giesta brava
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha, flor
Datura stramonium
Estromónio, Figueira-do-inferno,
Anti espasmódico, narcótico
Raíz, folha, semente
Daucus carota
Cenoura-brava, Escarrapiche
Diurética
Rizomas, folha, semente
Digitalis purpurea
Dedaleira, Digital, Abeloura
Diurética, sedante
Totalidade
Drosera rotundifolia
Drósera, Rorela, Orvalhinha
Anti espasmódica
Parte aérea florida
Dryopteris filix-mas
Feto-macho, Dentebrura
Feridas, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Epilobium angustifolium
 Loureiro-de-Santo-António
Adstringente, vulnerária, diarreia
Raíz e rizoma, folha, flor
Eucalyptus globulus
Eucalipto
Febrífuga, anti catarral
Folha, casca
Eupatorium cannabium
Trevo-cervino, Eupatório-de-avicena
Depurativa, vulnerária, feridas
Raíz e rizoma, folha
Fagus sylvatica
Faia
Adstringente
Fruto, casca
Foeniculum vulgare
Funcho, Fiolho
Condimentar, vulnerária,  bronquite
Rizoma, folha, fruto
Fragaria vesca
Morangueiro-bravo
Diurética, tónica, depurativa,  pele
Rizoma, folha
Frangula alnus
Amieiro negro
Tónica, febrífuga, purgante
Casca
Galium aparine
Amor-de-hortelão, Raspa-língua
Diurética, vulnerária
Totalidade
Galium verum
Erva-coalheiro, Galião
Diurética,  anti espasmódica, vulnerária
Sumidades florais
Geranium robertianum
Erva-de-são-roberto, Erva-roberta
Diurética, tónica, vulnerária,  diarreia
Parte aérea florida
Hedera helix
 Hera-dos-muros, Hera-trepadora
Anti espasmódica, bronquite
Folhas, totalidade
Helianthemu nummularium
Alarca,  Erva-de-desinfecção
Adstringente, vulnerária
Flor
Heliotropium europaeum
Verrucária, Erva-das-verrugas
Vulneraria, febrífuga, excitante
Totalidade
Hieracium pilosella
 Pilosela-das-boticas, Orelha-de-lebre
Diurético, adstringente, diarreia
Totalidade
Hypericum perforatum
Hipericão, Milfurada
Diurética,  vulnerária,  bronquite
Folha, sumidade florida
Ilex aquifolium
Azevinho
Tónica, anti espasmódica, bronquite
Folha, fruto, casca
Juglans regia
Nogueira
Adstringente, vulnerária
Folha, fruto
Laurus nobilis
Loureiro
Condimentar, reumatismo
Folha, fruto
Lavandula pedunculata
Rosmaninho, Alfazema
Aromática
Caule florido, folha
Lilium martagon
Lírio-silvestre, Açucena-brava,
Diurética
Bolbo
Lonicera periclymenum
Madressilva
Diurética, adstringente, tosse
Folha, flor
Lotus corniculatus
Cornichão, Loto
Anti espasmódica
Flor
Lycopus europaeus
Marroio-de-água
Febrífuga, estimulante
Sumidades floridas
Lysimachia vulgaris
Lisimáquia-vulgar, Erva-moedeira
Adstringente, vulnerária, diarreia
Folha, flor
Lythrum salicaria
Salgueirinha, Erva-carapau
Adstringente, tónica
Folhas, sumidades floridas
Malva neglecta
Malva-redonda, Malva-pequena
Abcessos, aftas, anti hemorroidal
Raiz, folha, flor
Malva sylvestris
Malva-silvestre
Bronquite
Folha, flor
Melissa officinalis
Erva-cidreira, Limonete
Tónica, anti esp, falta apetite, diarreia,
Caule florido, folha
Melittis melissophyllum
Melissa-bastarda, Betónica-bastarda
Diurética
Caule , folha, Flor
Mentha pulegium
Poejo
Tónica, anti espasmódica, tosse
Folha, sumidades floridas
Mentha rotundifolia
Hortelã-comum, Hortelã-vulgar
Tónica, anti espasmódica, falta apetite
Folha, sumidades floridas
Mercurialis annua
Urtiga-morta, Urtiga-bastarda
Diurética, prisão ventre
Folha, parte aérea florida
Orchis mascula
Orquídea, Satirão-macho
Adstringente, afrodisíaca
Raiz e rizoma
Ornithogalum umbellatum
Leite-de-galinha, Leite-de-pássaro
Diurético, laxante
Bolbo
Osmunda regalis
Feto-real
Diurética,  vulnerária, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Oxalis acetosella
Aleluia-branca, Erva-pata
Diurética, depurativa
Raíz e rizoma, folha
Papaver rhoeas
Papoila, Papoila-vulgar
Anti espasmódica, bronquite, tosse
Flor
Parietaria punctata
Erva-das-paredes, Alfavaca-de-cobra
Infecções
Folha, parte aérea, suco
Pinus pinaster
Pinheiro-bravo
Diurética, bronquite, reumatismo
Folha, fruto, gemas
Pinus sylvestris
Pinheiro-silvestre
Diurética, bronquite, reumatismo
Folha, fruto, gemas
Plantago coronopus
Diabelha, Guiabelha
Diurética, varicela
Planta florida, totalidade
Plantago lanceolata
Tanchagem, Corrijo
Diurética,  depurativa,  bronquite
Rizoma, folha, totalidade
Plantago major
Chantaje,  Xinchais
Diurética, adstringente, acne, dentes
Rizoma, folha, semente
Polygonum persicaria
Pesseguelha, Erva-pessegeira
Adstringente
Folha
Polypodium vulgare
Polipódio, Fentelha
Bronquite
Raíz e rizomas
Portulaca oleracea
Beldroega, Portulaca
Diurética, refrescante
Totalidade
Potentilla erecta
Tormentila, Tormentilha
Adstringente, feridas, diarreia
Raíz e rizomas
Potentilla reptans
Potentila, Potentilha
Adstringente, depurativa, diarreia
Raíz e rizomas
Primula vulgaris
Primavera, Rosa-da-Páscoa
Adstringente, vulnerária
Sumidades floridas
Prunella vulgaris
Consuela-menor, Prunela
Adstringente, vulnerária, feridas
Parte aérea florida
Prunus avium
Cerejeira-brava, Cerdeira
Diurética, bexiga, rins, artrite, obesidade
Fruto (fruto, pé e suco)
Prunus spinosa
Abrunheiro-bravo, Ameixeira-brava
Diurética, adstringente, tónica
Folha, flor, fruto, casca
Ranunculus ficaria
Ficária, Erva-das-hemorróidas
Anti hemorroidal
Raíz, fruto
Raphanus raphanistrum
Saramago
Laxante
Semente
Rosa canina
Rosa-brava, Escaramujo
Diurética, adstringente, tónica, feridas
Flor, fruto
Rumex acetosa
Azedas, vinagreira
Diurética, tónica, pele, falta de apetite
Rizoma, caule, folha
Ruscus aculeatus
Gilbardeira, Gilbarbeira
Diurética
Raíz e rizomas, folha
Sambucus nigra
Sabugueiro, Sabugo
Diurética, depurativa,  bronquite,  gripe
Folha, flor, fruto
Sanguisorba minor
Pimpinela, Pimpinela-hortense
Diurética, adstringente, vulnerária
Parte aérea florida
Saponaria officinalis
Saponária, Erva-saboeira
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha
Saxifraga granulata
Saxífraga, Quaresma
Diurética, adstringente
Folha, flor
Scutellaria galericulata
Tercianaria
Adstringente, digestiva
Sumidades floridas
Sedum album
Uva-de-gato, Arroz-de-telhado
Adstringente, vulnerária
Totalidade
Sempervivum tectorum
Sempreviva-maior, Erva-do-trovão
Adstringente, anti espasmódica, diarreia
Folha
Senecio vulgaris
Tasneirinha, Cardo-morto
Adstringente, vulnerária, diarreia, tosse
Folha, totalidade
Simethis planifolia
Purga-dos-nobres/pobres
Purgante
Raíz
Solanum dulcamara
Doce-amarga, Dulcamara, Uva-de-cão
Diurética, depurativa
Folha, casca
Solanum nigrum
Erva-moura, Erva-moura-mortal
Narcótica, sedante
Totalidade
Solidago virgaurea
Vara-de-oiro, Virgáurea-verdadeira
Diurética, adstringente, vulnerária
Sumidades floridas
Sorbus aucuparia
Tramazeira, Sorveira-dos-passarinhos
Diurética, adstringente, diarreia, tosse
Folha, fruto
Spergularia rubra
Arenaria-vermelha
Diurética, adstringente, reumatismo
Totalidade
Tamus communis
Norça-preta, Uva-de-cão
Vulneraria, purgante
Raíz e rizoma
Taraxum officinale
Taraxaco, Dente-de-leão
Diurética, depurativa, reumatismo
Raíz e rizomas, folha
Teucrium scorodonia
Escórdio, Caméridos-de-água
Tónica, vulnerária
Folha, sumidades floridas
Trifolium pratense
Trevo-dos-campos, Trevo-rosa
Diurética, laxante, estimulante
Sumidades floridas
Trifolium repens
Trevo-branco
Vulneraria, calmante
Totalidade
Ulex europaeus
Tojo, Mato
Cardíaca, anti asmática
Flor
Urtica dioica
Urtigão, Urtiga-maior
Diurética, adstringente, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Vaccinium myrtillus
Uva-do-monte, Mirtilo
Adstringente, diarreia
Folha, fruto
Veronica officinalis
Verónica, Verónica-das-boticas
Depurativa, vulnerária, bronquite
Folha, sumidades floridas

sábado, 15 de junho de 2013

Caixas abrigo para morcegos high tech!

Muitos são os modelos, formas, dimensões e preços das caixas abrigo para morcegos que estão disponíveis no mercado. Uma alternativa é a reutilização de materiais usados, assim, deixo aqui um exemplo prático de como utilizar de um forma muito simples e rápida este tipo de matérias na construção de abrigos para morcegos.
Os materiais necessários para a construção e instalação deste abrigo para morcegos são: duas telhas velhas, uma rolha de cortiça usada, 40 cm de arame, um prego e um bocadinho de silicone ou outro tipo de vedante. Quanto às ferramentas, apenas necessitamos de um berbequim, um alicate, um martelo e uma escada.
Começamos por fazer quatro furos (um em cada canto) nas duas telas (sobrepostas), tendo cuidado para que a telha que irá ficar na parte inferior fique mais saliente. Numas das extremidades, entre as duas telhas colocamos uma rodela de cortiça em cada canto, para que deixe um espaço de abertura de 2-3 cm, de modo a que os morcegos possam entrar. Na outra extremidade, com o próprio arame que irá servir para pendurar o abrigo fixamos as duas telhas (uma à outra). Finalmente, de modo a impedir que a água da chuva entre para o interior das telhas, colocamos silicone na junta das duas telhas. E pronto, 15 minutos depois temos um abrigo feito!
Pormenor do furo e do berbequim.

Pormenor da fixação das telhas na parte inferior.
 
 Pormenor do silicome na junta superior das telhas.


 Pormenor da telhas inferior mais saliente.


Pormenor da abertura e da funcionalidade das rodelas de cortiça.

E pronto, 30 minutos depois temos o abrigo instalado!
 







quarta-feira, 15 de maio de 2013

Britango e Real do Sabor


Nestes últimos tempos tenho realizado algumas visitas ao vale do Rio Sabor onde consegui confirmar a nidificação de um casal de Britango (Neophron percnopterus) e dois de Águia-real (Aquila chrysaetos). Neste vale do Rio Sabor existem mais territórios de ambas as espécies mas não tive oportunidade de os visitar…

Deixo aqui umas fotos referente a estes casais. As fotos não são de grande qualidade uma vez que foram realizadas através de um telescópio e um telemóvel.



Casal de Britango (Neophron percnopterus) nas escarpas junto à Ponte de Meirinhos, sobre o Rio Sabor (Abril de 2013).





Águia-real (Aquila chrysaetos) nas escarpas junto à Ponte de Remondes, sobre o Rio Sabor (Abril de 2013).





Águia-real (Aquila chrysaetos) nas escarpas junto ao novo paredão da Barragem do Rio Sabor (Abril de 2013).



Cria de Águia-real (Aquila chrysaetos) nas escarpas junto ao novo paredão da Barragem do Rio Sabor (Maio de 2013).

Curiosidade: na envolvência destes três casais decorrem trabalhos de construção do Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor, e mesmo assim estes casais ainda não abandonaram os seus territórios… Espero que isso NUNCA aconteça, o grande vale do Rio Sabor ficaria ainda mais pobre…


sábado, 11 de maio de 2013

Swarming




Tendo em conta que o conhecimento geral da biologia e ecologia de muitas espécies e existentes em Portugal continental é ainda muito escasso, deixo aqui o resumo de um artigo recentemente publicado com o meu singelo trabalho, que basicamente põe em discussão a possibilidade de uma mina ser um sítio “swarming”, um dos comportamentos mais desconhecidos dos morcegos.


This study investigated the visitation of an underground site by bats during the “swarming” season (September and October) of 2009, 2011 and 2012, in a mine located in the Northeast Portugal (Vila Cova mine, 850 m a.s.l.). A total of 79 bats were captured, representing 12 of the 25 bat species identified in Portugal Continental. The Western Barbastelle (Barbastella barbastellus) was the most predominant species, with 31,6% of the captures. Although the relative low number of specimens captured, the species composition and their conservation status were significant due to the presence of Critical Endangered species (Rhinolophus euryale and Myotis blythii), Vulnerable species (Rhinolophus ferrumequinun, Rhinolophus hipposideros, Myotis myotis, Myotis escalerai and Miniopterus schreibersii) and species with Data Deficient (Barbastella barbastellus and Plecotus auritus). The peak of the nocturnal activity was 3-4 hours after sunset, with statistically significant differences between males and females in the third hour after sunset (P=0,002). In total, 75,9% of the specimens captured were males, representing a sex ratio of 3♂♂:1♀♀. In the specific case of B. barbastellus the ratio was of 2:1. The peak of captures between males and females was different along time, with females arriving later to the mine. This behavior was also verified to B. barbastellus. The differences regarding Body Condition Index (BCI) between sexes in B. barbastellus were statistically different, with females presenting higher BCI than males (P=0,015). Undoubtedly, the conservation value of “swarming” sites is of special concern for bats management strategies, especially when used by species such as B. barbastellus, characterized by high level of philopatry within their populations.

Para quem tiver interesse em ler o artigo na sua totalidade pode descarrega-lo AQUI!

domingo, 28 de abril de 2013

A bela adormecida


Foto gentilmente cedida por Johannes van Donge, podem ver o seu trabalho fotográfico em http://www.diginature.nl/

Foto gentilmente cedida por Jordi Strijdhorst, podem ver o seu trabalho fotográfico em http://www.macrografie.nl/

A Sympecma fusca tem uma coloração geral acastanhada de tons pardacentos, com um aveludado bastante proeminente na cara. Os seus olhos são de cor creme com a parte superior parda-escura que se tornam num azul intenso à medida da sua maturação. O seu abdómen é de cor castanho metálico na região dorsal e de cor creme na parte ventral.


O mimetismo é um dos principais fatores de esta espécie ser pouca conhecida, a sua difícil deteção deve-se à sua coloração críptica e pela postura que têm quando estão pousadas (posicionam o seu corpo ao longo dos talos das plantas), passando assim desapercebidas.
Embora esta seja uma espécie que passa muitas vezes desapercebida, não seja tão conhecida, vistosa e bonita quanto a maior parte das outras libélulas e libelinhas, tem uma característica biológica fantástica e única entre todas as espécies que temos em Portugal. A Sympecma fusca passa o inverno na forma adulta, sim, esta frágil espécie é capaz de resistir ao rigor do inverno refugiando-se na vegetação circundante à massa de água num estado de letargia hibernal. 


Muitas vezes, nos dias de mais frio, é possível ver esta espécie coberta de gelo. Nos primeiros dias de sol da Primavera deixam os refúgios de inverno para copularem e fazerem as suas posturas que eclodirão no final do Verão início do Outono.
Foto gentilmente cedida por Johannes van Donge, podem ver o seu trabalho fotográfico em http://www.diginature.nl/

  Foto gentilmente cedida por Lloyd Spitalnik

Foto gentilmente cedida por Jordi Strijdhorst, podem ver o seu trabalho fotográfico em http://www.macrografie.nl/

 Embora tenha dedicado um par de dias deste último inverno na tentativa de tirar alguma foto desta espécie, não consegui! Mas o resultada da espetacularidade deste tipo de fotos, pode ser vista, AQUI, AQUI, AQUI, ou ainda nesta foto AQUI!

sábado, 6 de abril de 2013

Jovens rastejantes



A semelhança entre juvenis e adultos nos répteis da nossa fauna é muito variada, podemos encontrar espécies totalmente diferentes em termos de coloração e padrão como é o caso do Lagarto-de-água ou o sardão. Opostamente existem espécies em que os juvenis são réplicas perfeitas em miniaturas dos seus progenitores, como é o caso da maior parte das lagartixas e muitas cobras.

 Cobra lisa europeia (Coronella austriaca) juvenil

 Sardão (Lacerta lepida = Timon lepidus) juvenil

 Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) juvenil

 Cobra-de-ferradura (Coluber hippocrepis) juvenil
 Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) juvenil

 Lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythrurus) juvenil

 Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) juvenil