quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O visão-americano



O visão-americano (Mustela vison) é uma espécie assilvestrada na Europa; a sua presença em Portugal deve-se sobretudo ao crescimento das populações da Galiza, originárias de fugas de indivíduos em cativeiro, em explorações de criação de visão para produção de peles. Essas fugas foram tanto acidentais, provocadas também por fenómenos climáticos extremos como algumas cheias nos anos 80 (1), como intencionais, na sequência da ação de supostos grupos de defesa dos animais, nas décadas de 1990 e 2000. A Galiza era no início da década de 1980 a principal região produtora de peles de visão de Espanha, com cerca de 80% do total de fêmeas reprodutoras em cativeiro (1).

  
A primeira referência à espécie em estado selvagem na Galiza, data dos anos 70 (1, 2), sendo que cerca de 1985 havia já diferentes populações estabelecidas em várias bacias hidrográficas, com destaque para a bacia do rio Minho (1, 3). Em Portugal, ainda que a bibliografia faça referências à sua presença sobretudo no litoral (rios Minho, Coura e Lima) (4), o facto é que existem outras populações identificadas, nomeadamente no vale dos rios Tâmega e mais recentemente Cávado. É uma espécie muito associada aos meios aquáticos, mesmo os de pequena dimensão, tendo uma boa capacidade de adaptação também a águas contaminadas. O seu comportamento oportunista levou a registos de ataques a animais domésticos (galinhas e coelhos), ainda que no estado selvagem tenha uma alimentação variada, com predominância na predação de aves, peixes, anfíbios e até micromamíferos (1, 2). A sua capacidade de adaptação é também revelada pela sua presença em meios com habitats ripícolas mais degradados, como seja junto aos meios urbanos.
 


A provar isso mesmo, são as observações frequentes no rio Tâmega perto da cidade de Chaves e até em locais mais a Sul afastados dos cursos de água, por exemplo. No vale do Tâmega as nossas primeiras observações datam de 2007, nas lagoas do Tâmega, zona húmida próxima da fronteira com Espanha. Nos últimos anos têm sido documentadas inúmeras observações (inclusivamente de vários indivíduos juntos -até 6-, o que sugere uma população residente e reprodutora), a maioria das quais curiosamente em pleno dia. Este aspeto parece demonstrar um comportamento confiante e totalmente adaptado e sem evidências de grande pressão, seja pela perseguição do Homem, seja pela concorrência de outros mustelídeos, nomeadamente a lontra. Ainda que alguns autores considerem a sua expansão relativamente lenta, talvez pela competição da lontra (2, 5), a sua expansão é prevista para a grande parte do Norte de Península Ibérica (6).


  Fotos de Miguel Colmonero e Marco Fachada
 Texto da autoria de Marco Fachada
 


(1) SGHN, 1995. Atlas de vertebrados da Galiza. Tomo I, Peixes, Anfíbios, Réptiles e Mamíferos. Sociedade Galega de História Natural. Edición Consello da Cultura Galega, Santiago de Compostela, 327 p.
(2) Castells, A. & Mayo, M., 1993. Guía de los mamíferos en libertad de España y Portugal. Ediciónes Pirámide, Madrid. 470 p.
(3) Mathias, M. (coord.), 1999. Guia dos mamíferos terrestres de Portugal Continental, Açores e Madeira. Instituto de Conservação da Natureza/Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa, Lisboa. 199 p.
(4) Cabral, M.J. (coord.); J. Almeida, P.R. Almeida, T. Delliger, N. Ferrand de Almeida, M.E. Oliveira, J.M. Palmeirim, A.I. Queirós, L. Rogado, M. Santos-Reis (eds.), 2005. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza. Lisboa. 659p.
(5)  GEIB, 2006. TOP 20: Las 20 especies exóticas invasoras más dañinas presentes en España. GEIB - Grupo Especialista en Invasiones Biológicas, Serie Técnica N.2. 116 p.
(6) IHOBE, 2009. Diagnosis de la Fauna Exótica Invasora de la Comunidade Autónoma Vasca. IHOBE, Sociedad Pública del Departamento de Medio Ambiente y Ordenación del Territorio del Gobierno Vasco. Bilbao. 165 p.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O mundo das borboletas II

A Primavera e Verão regressaram e são óptimas épocas para observação de borboletas. Aqui ficam alguns registos do norte de Portugal, complementares aos do Mundo das borboletas:



Aricia cramera

Aricia cramera 
Callimorpha quadripunctaria

Callimorpha quadripunctaria

Euphydryas aurinia

Iphiclides feisthamelii

Iphiclides feisthamelii

Iphiclides feisthamelii

Issoria lathonia

Lycaena phlaeas

Melanargia lachensis

Euphydryas aurinia

Spialia sertorius

Pieris napi

Pyronia cecilia

Pyronia bathseba

Saturnia pavonia

Thymelicus lineola

Zerynthia rumina

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Víbora-cornuda - Vipera latastei (Boscá, 1878)

Víbora-cornuda fotografada na Serra de Montesinho.

Quis a sorte que se tornasse na mais malfadada espécie de Serpentes (e mesmo de Répteis) de Portugal. Odiada quer pelo seu aspecto, quer pela sua mordedura (que pode ser prejudicial para o Homem), cobiçada pela sua cabeça, que pode servir como amuleto de boa sorte no lar e pelo seu veneno, que serve os mais variados propósitos na medicina popular e na bruxaria. Os inúmeros mitos e “lendas” de que é alvo fazem da Víbora-cornuda uma das espécies mais emblemáticas da herpetofauna portuguesa.


Vipera latastei (Boscá, 1878)

Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Viperidae

Género: Vipera

Espécie: Vipera latastei

Nome comum: Víbora-cornuda (Esp.- Vibira hocicuda, Ing. – Lataste’s viper)


Morfologia:
È uma víbora de pequeno tamanho, com corpo robusto e cauda curta, que pode atingir um máximo de 70 cm de comprimento. O seu dorso é coberto por escamas carenadas. Uma das características particulares do seu género é ter uma cabeça bem diferenciada do corpo, de contorno triangular e com placas cefálicas muito fragmentadas. Esta espécie distingue-se facilmente por ter a extremidade do focinho proeminente (apêndice nasal), com 3 a 7 escamas (geralmente 5). A sua pupila é vertical e a íris é amarela ou dourada. Possui também 2 a 3 séries de pequenas escamas debaixo do olho. 


A coloração de fundo do seu dorso varia entre o cinzento e o castanho. O desenho é formado por uma banda dorsal escura disposta em ziguezague. Na parte posterior da cabeça normalmente existem duas manchas escuras que formam um “V” invertido. Os flancos podem apresentar manchas arredondadas escuras. O ventre é de cor branca ou cinzenta com algumas manchas irregulares. 



Foi possível distinguir duas subespécies através de diferenças na morfologia externa: Vipera l. latastei (presente no Norte de Portugal até ao norte do rio Mondego e o Centro e Leste de Espanha, descendo até à Serra Nevada) e Vipara l. gaditana (Saint-Girons, 1977) (ocupando o Sudoeste da Península Ibérica e extremo Norte de África de Marrocos à Argélia). 

O dimorfismo sexual é pouco acentuado, apresentando os machos uma cauda ligeiramente mais larga e mais comprida, a seguir à cloaca, e uma coloração dorsal cinzenta, enquanto nas fêmeas essa coloração é acastanhada. O aspecto e coloração dos juvenis são semelhantes ao dos adultos embora as cores e desenhos nos juvenis possam ser mais contrastados, devido às constantes mudas de pele. Os recém-nascidos medem entre 15 e 20 cm de comprimento.


Espécies semelhantes:
A Víbora de Seoane (Vipera seoanei), distinguindo-se desta por ter o focinho mais proeminente e a cabeça mais triangular. A Cobra-de-água-viperina (Natrix maura) que não tem as placas cefálicas subdivididas, a pupila vertical e o focinho proeminente.


Biologia:
È uma espécie de hábitos diurnos, podendo apresentar actividade crepuscular ou nocturna nos meses mais quentes. A temperatura corporal necessária à actividade situa-se entre os 17 e 3ºC. A duração do seu período de hibernação varia de acordo com a altitude e a latitude. No final da época de reprodução, que tem início na Primavera e termina no final do Verão, a fêmea dá à luz entre 5 a 8 crias, uma vez que se trata de uma espécie ovovivípara. Pode também apresentar uma segunda época de actividade reprodutiva no Outono (Setembro-Outubro). Pode atingir uma longevidade de 9 anos, embora só atinja a maturidade sexual quando o comprimento corporal ronda os 30 a 40 cm. A sua dieta baseia-se maioritariamente em micromamíferos, mas pode capturar também outros répteis de pequeno tamanho, pequenos anfíbios, passeriformes e insectos. Pode ser predada por aves de rapina, mamíferos carnívoros e outras cobras de maior tamanho. Embora opte geralmente pela fuga quando ameaçada, também pode soprar e morder. Outra das características deste grupo de serpentes (Viperidae) é possuírem uma dentição Selenoglifa, isto é, possuem um par de dentes inoculadores de veneno situados na região anterior do maxilar superior. Produz um veneno com características proteolíticas ou necrosantes, o que significa que provoca uma acção citotóxica directa nos tecidos orgânicos e consequente destruição dos mesmos. Os sintomas dependem de vários factores como o local da mordedura, a quantidade de veneno injectado, o estado de saúde idade e condição física da pessoa mordida. Assim pode ocorrer geralmente uma dor súbita, intensa e a formação de um edema. Poderão surgir outros sinais como ansiedade, hipotensão, hipertermia, dores abdominais, náuseas, vómitos, diarreia e alterações cardíacas. A morte pode ocorrer no caso de as vítimas serem crianças ou idosos. Em caso de mordedura o mais correcto é colocar a vítima em repouso e contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) através do 112, e encaminhá-la para observação médica.


Habitat:
Trata-se de uma espécie típica de clima mediterrânico estando associada a zonas rochosas secas de montanha, com cobertura arbustiva, mostrando preferência pelas vertentes mais expostas, viradas a sul. Pode ocorrer também em zonas de menor altitude, em matagais, áreas agrícolas, e clareiras de bosques de folhosas, coníferas e bosques mistos. A altitude máxima registada em Portugal foi de 1500m nas Serras da Estrela e Gerês, tendo sido registada a cerca de 2780m em Espanha.


Distribuição:
Esta espécie encontra-se no norte de África, desde o norte de Marrocos ao norte da Algéria e extremo noroeste da Tunísia. Acredita-se que está possivelmente extinta na Tunísia, uma vez que neste país não foram registados quaisquer indivíduos nos últimos 55 anos. Na Península Ibérica apresenta uma população fragmentada, mas está presente no centro e sul de Espanha e em Portugal. Parece estar ausente nas zonas mais humanizadas, de modo que os seus núcleos populacionais no nosso país se encontram essencialmente nas serras da Peneda, Gerês, Alvão, Montesinho, Caramulo, Buçaco, Montemuro, Estrela, Malcata, Serra d’Aire e Candeeiros, Montejunto, Sintra, S. Mamede Ossa, Adiça, Barrancos, Monchique, Espinhaço de Cão, península de Setúbal, margem esquerda do Guadiana, Douro Internacional e outras populações litorais isoladas.


Conservação e ameaças:
A mortalidade por atropelamento e a sua captura para coleccionismo são as principais causas da diminuição populacional em Portugal. Mas a baixa mobilidade desta espécie e uma frequência reprodutora trienal, contribuem também para uma fraca recuperação em zonas degradadas pela pressão humana.


Estatutos de conservação:

LVVP e IUCN - "Vulnerável" (VU)


Referências e sites:

The IUCN Red List of Threatened Species: Vipera latastei

Brito, J. C. (2010): Vipera latastei. Pp. 182-183, in: A. Ferrand de Almeida, N. Carretero, M. A. & Apulo O. S. (coords.), “Atlas dos anfíbios e répteis de Portugal”.
Esfera do Caos Editores, Lisboa. 256 pp.


Almeida, Ferrand de N., Almeida, Ferrand de P., Gonçalves, H., Sequeira, F., Teixeira, J., Almeida, Ferrand de F. (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Guias FAPAS. Porto. 249 pp.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Que idade tens?



Os Mamíferos nascem com as placas das epífises moles e cartilaginosas e os padrões de desenvolvimento do crescimento das placas dos ossos longos pode ser usado para avaliar o estado de desenvolvimento dos indivíduos. De facto uma das maneiras mais comuns de verificar se um morcego é adulto ou juvenil é a observação do estado de desenvolvimento dos ossos, nos juvenis as placas das epífises dos metatarsos e das falanges são bem visíveis quando expostas contra luz, normalmente observa-se as epifeses do 5º dedo, mas na generalidade nos juvenis as uniões dos ossos são compridas e estreitas, contrariamente, nos adultos a união entre os ossos é curta e mais larga. Contudo, esta característica é apenas visível/fiável até às primeiras 10-12 semana de vida, com muita experiência, poderão ser distinguidos adultos de juvenis do ano até ao 1º Inverno.
 1) Juvenil; 2) Adulto; a) Metacarpo; b) epífises; c) falange (adaptado de Dietz et al, 2009)
 
 
  Colónia de criação de Rhinolophus ferrumequinum
A coloração e tipologia de pelo em muitas espécies pode também ajudar na distinção de adultos de juvenis do ano, esta distinção é muito clara por exemplo no génro Rhinolophus, em que os juvenis são globalmente mais escuros. 
Myotis escalerai


Uma outra característica é a observação do “chinspot” (triangulo desprovido de pelo que os morcegos têm no queixo/lábio inferior), em que os indivíduos com “chinspot” escuro são juvenis e á medida que vão envelhecendo a coloração desta estrutura vão ficando cada vez mais clara. A observação desta característica deve ser feita com uma luz adequada, pois a coloração pode depender da qualidade da luz, a boca deverá estar ligeiramente aberta para uma inspeção completa do queixo/lábio inferior e a coloração do “chinspot” deverá ser comparada com a coloração do palato do lábio superior.
 Myotis myotis 

 Myotis emarginatus

sábado, 22 de junho de 2013

Plantas aromáticas e medicinais


Foto de Ângela Cordeiro (nome científico Bellis perennis; nome comum Margarida)


Como ando regularmente no campo, já não é a primeira vez que me perguntam se podia apanhar aquela ou a outra planta que serve para curar certas “maleitas”. Tendo em conta que o meu conhecimento sobre este assunto (plantas aromáticas, comestíveis e medicinais) é bastante limitado, fui pesquisar sobre o assunto!
Embora este seja um blog dedicado exclusivamente à fauna, vamos abrir um exceção para falar sobre estas plantas já que o “saber não ocupa espaço” e não custa nada dar uma olhadela às “herbas” quando andamos no campo atrás dos “bichos”!
As plantas silvestres podem ser aromáticas, condimentares ou mesmos comestíveis, quem não já comeu uma saladinha de azedas ou beldroegas (para quem não comeu, aconselho vivamente), atualmente incluídas na cozinha “gourmet”. Outra utilidade das plantas silvestres é a sua ação medicinal, que pode funcional como simples diurético, depurativo, combater a constipação, funcionar como expectorante, cicatrizante ou mesmo ter efeitos afrodisíacos. De entre as diversidade de espécies estão algumas vulgarmente conhecidas como a carqueja, o fiolho ou a cidreira e outras não tanto como o pinheiro-bravo, o morangueiro-bravo ou o medronheiro.



Espécie
Nome comum
Finalidade
Parte utilizada
Achillea millefolium
Milfolhada, Erva de S. João
Diurética, adstringente, vulnerária,
Rizoma, folha, semente
Agrimonia eupatoria
Agrimónia, Erva-hepática
Diurética, adstringente, vulnerária,
Sumidades floridas
Alisma plantago-aquatica
Tanchagem d’água, Orelha-de-mula
Anti inflamatório
Folha
Alnus glutinosa
Amieiro
Adstringente, tónica, feridas
Folha, casca
Anagallis arvensis
Morrião, Morrião-dos-campos
Expectorante, cicatrizante
Totalidade
Anthemis arvensis
Macela, Falsa-macela
Digestiva
Flor
Aquilegia vulgaris
 Ancólia, Fidalguinha
Diurética, adstringente
Folhas, flor, semente
Arbutus unedo
Medronheiro, Érvedo, Érvodo
Diurética, adstringente, depurativa
Rizma, folha, flor, fruto
Arnica montana
Tabaco-dos-saboianos
Adstringente
Raíz e rizoma, flor
Artemisia vulgaris
 Erva-do-fogo
Tónica, anti espasmódic
Rizoma, sumidades floridas
Bellis perennis
Margarida, Margarita, Bonina
Diurética, tónica,  feridas, bronquite
Folha, flor
Betula alba
Vidoeiro, Bétula, Bédulo
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha, casca, gemas
Calluna vulgaris
Urze, Torga, Quebra-panelas
Diurética, adstringente, reumatismo
Folha
Caltha palustris
Erva-do-rosário
Reumatismo
Folha
Campanula rapunculus
Rapincho
Adstringente, vulnerária
Raíz e rizoma, folha
Capsella bursa-pastoris
Bolsa-de-pastor, Erva-do-bom-pastor
Adstringente, tónica feridas
Folha, parte aérea florida
Castanea sativa
Castanheiro, Castanheiro-comum
Adstringente, anti catarral
Folha, fruto, casca
Chamaemelum nobile
Camomila-romana,  Mançanilha
Aromática, anti espasmódica
Caule, folhas, capítulos, flor
Chamaespartiu tridentatum
Carqueja, Giesta-de-carqueja
Constipação, problemas intestinais
Flor
Chelidonium majus
Quelidónia, Erva-das-andorinha
Anti espasmódica
Raíz e rizoma, folha
Chenopodium album
Ambrósia, Catasol
Laxante
Folha
Chondrilla juncea
Leitugas, Lentugas
Aperitivo
Folha
Convolvulus arvensis
Corriola, Garriola
Purgante
Raíz, folha
Corylus avellana
Aveleira, Aveleira brava
Adstringente, depurativa, feridas, pele
Folha, flor, semente
Crataegus monogyna
 Pilriteiro,  Catapereiro
Diurética, anti espasmódica, diarreia
Flor, fruto, casca
Cynodon dactylon
Grama, Grama das boticas
Diurética, estimulante, refrescante
Rizoma
Cytisus scoparius
Giesa, Giesta brava
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha, flor
Datura stramonium
Estromónio, Figueira-do-inferno,
Anti espasmódico, narcótico
Raíz, folha, semente
Daucus carota
Cenoura-brava, Escarrapiche
Diurética
Rizomas, folha, semente
Digitalis purpurea
Dedaleira, Digital, Abeloura
Diurética, sedante
Totalidade
Drosera rotundifolia
Drósera, Rorela, Orvalhinha
Anti espasmódica
Parte aérea florida
Dryopteris filix-mas
Feto-macho, Dentebrura
Feridas, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Epilobium angustifolium
 Loureiro-de-Santo-António
Adstringente, vulnerária, diarreia
Raíz e rizoma, folha, flor
Eucalyptus globulus
Eucalipto
Febrífuga, anti catarral
Folha, casca
Eupatorium cannabium
Trevo-cervino, Eupatório-de-avicena
Depurativa, vulnerária, feridas
Raíz e rizoma, folha
Fagus sylvatica
Faia
Adstringente
Fruto, casca
Foeniculum vulgare
Funcho, Fiolho
Condimentar, vulnerária,  bronquite
Rizoma, folha, fruto
Fragaria vesca
Morangueiro-bravo
Diurética, tónica, depurativa,  pele
Rizoma, folha
Frangula alnus
Amieiro negro
Tónica, febrífuga, purgante
Casca
Galium aparine
Amor-de-hortelão, Raspa-língua
Diurética, vulnerária
Totalidade
Galium verum
Erva-coalheiro, Galião
Diurética,  anti espasmódica, vulnerária
Sumidades florais
Geranium robertianum
Erva-de-são-roberto, Erva-roberta
Diurética, tónica, vulnerária,  diarreia
Parte aérea florida
Hedera helix
 Hera-dos-muros, Hera-trepadora
Anti espasmódica, bronquite
Folhas, totalidade
Helianthemu nummularium
Alarca,  Erva-de-desinfecção
Adstringente, vulnerária
Flor
Heliotropium europaeum
Verrucária, Erva-das-verrugas
Vulneraria, febrífuga, excitante
Totalidade
Hieracium pilosella
 Pilosela-das-boticas, Orelha-de-lebre
Diurético, adstringente, diarreia
Totalidade
Hypericum perforatum
Hipericão, Milfurada
Diurética,  vulnerária,  bronquite
Folha, sumidade florida
Ilex aquifolium
Azevinho
Tónica, anti espasmódica, bronquite
Folha, fruto, casca
Juglans regia
Nogueira
Adstringente, vulnerária
Folha, fruto
Laurus nobilis
Loureiro
Condimentar, reumatismo
Folha, fruto
Lavandula pedunculata
Rosmaninho, Alfazema
Aromática
Caule florido, folha
Lilium martagon
Lírio-silvestre, Açucena-brava,
Diurética
Bolbo
Lonicera periclymenum
Madressilva
Diurética, adstringente, tosse
Folha, flor
Lotus corniculatus
Cornichão, Loto
Anti espasmódica
Flor
Lycopus europaeus
Marroio-de-água
Febrífuga, estimulante
Sumidades floridas
Lysimachia vulgaris
Lisimáquia-vulgar, Erva-moedeira
Adstringente, vulnerária, diarreia
Folha, flor
Lythrum salicaria
Salgueirinha, Erva-carapau
Adstringente, tónica
Folhas, sumidades floridas
Malva neglecta
Malva-redonda, Malva-pequena
Abcessos, aftas, anti hemorroidal
Raiz, folha, flor
Malva sylvestris
Malva-silvestre
Bronquite
Folha, flor
Melissa officinalis
Erva-cidreira, Limonete
Tónica, anti esp, falta apetite, diarreia,
Caule florido, folha
Melittis melissophyllum
Melissa-bastarda, Betónica-bastarda
Diurética
Caule , folha, Flor
Mentha pulegium
Poejo
Tónica, anti espasmódica, tosse
Folha, sumidades floridas
Mentha rotundifolia
Hortelã-comum, Hortelã-vulgar
Tónica, anti espasmódica, falta apetite
Folha, sumidades floridas
Mercurialis annua
Urtiga-morta, Urtiga-bastarda
Diurética, prisão ventre
Folha, parte aérea florida
Orchis mascula
Orquídea, Satirão-macho
Adstringente, afrodisíaca
Raiz e rizoma
Ornithogalum umbellatum
Leite-de-galinha, Leite-de-pássaro
Diurético, laxante
Bolbo
Osmunda regalis
Feto-real
Diurética,  vulnerária, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Oxalis acetosella
Aleluia-branca, Erva-pata
Diurética, depurativa
Raíz e rizoma, folha
Papaver rhoeas
Papoila, Papoila-vulgar
Anti espasmódica, bronquite, tosse
Flor
Parietaria punctata
Erva-das-paredes, Alfavaca-de-cobra
Infecções
Folha, parte aérea, suco
Pinus pinaster
Pinheiro-bravo
Diurética, bronquite, reumatismo
Folha, fruto, gemas
Pinus sylvestris
Pinheiro-silvestre
Diurética, bronquite, reumatismo
Folha, fruto, gemas
Plantago coronopus
Diabelha, Guiabelha
Diurética, varicela
Planta florida, totalidade
Plantago lanceolata
Tanchagem, Corrijo
Diurética,  depurativa,  bronquite
Rizoma, folha, totalidade
Plantago major
Chantaje,  Xinchais
Diurética, adstringente, acne, dentes
Rizoma, folha, semente
Polygonum persicaria
Pesseguelha, Erva-pessegeira
Adstringente
Folha
Polypodium vulgare
Polipódio, Fentelha
Bronquite
Raíz e rizomas
Portulaca oleracea
Beldroega, Portulaca
Diurética, refrescante
Totalidade
Potentilla erecta
Tormentila, Tormentilha
Adstringente, feridas, diarreia
Raíz e rizomas
Potentilla reptans
Potentila, Potentilha
Adstringente, depurativa, diarreia
Raíz e rizomas
Primula vulgaris
Primavera, Rosa-da-Páscoa
Adstringente, vulnerária
Sumidades floridas
Prunella vulgaris
Consuela-menor, Prunela
Adstringente, vulnerária, feridas
Parte aérea florida
Prunus avium
Cerejeira-brava, Cerdeira
Diurética, bexiga, rins, artrite, obesidade
Fruto (fruto, pé e suco)
Prunus spinosa
Abrunheiro-bravo, Ameixeira-brava
Diurética, adstringente, tónica
Folha, flor, fruto, casca
Ranunculus ficaria
Ficária, Erva-das-hemorróidas
Anti hemorroidal
Raíz, fruto
Raphanus raphanistrum
Saramago
Laxante
Semente
Rosa canina
Rosa-brava, Escaramujo
Diurética, adstringente, tónica, feridas
Flor, fruto
Rumex acetosa
Azedas, vinagreira
Diurética, tónica, pele, falta de apetite
Rizoma, caule, folha
Ruscus aculeatus
Gilbardeira, Gilbarbeira
Diurética
Raíz e rizomas, folha
Sambucus nigra
Sabugueiro, Sabugo
Diurética, depurativa,  bronquite,  gripe
Folha, flor, fruto
Sanguisorba minor
Pimpinela, Pimpinela-hortense
Diurética, adstringente, vulnerária
Parte aérea florida
Saponaria officinalis
Saponária, Erva-saboeira
Diurética, depurativa, reumatismo
Folha
Saxifraga granulata
Saxífraga, Quaresma
Diurética, adstringente
Folha, flor
Scutellaria galericulata
Tercianaria
Adstringente, digestiva
Sumidades floridas
Sedum album
Uva-de-gato, Arroz-de-telhado
Adstringente, vulnerária
Totalidade
Sempervivum tectorum
Sempreviva-maior, Erva-do-trovão
Adstringente, anti espasmódica, diarreia
Folha
Senecio vulgaris
Tasneirinha, Cardo-morto
Adstringente, vulnerária, diarreia, tosse
Folha, totalidade
Simethis planifolia
Purga-dos-nobres/pobres
Purgante
Raíz
Solanum dulcamara
Doce-amarga, Dulcamara, Uva-de-cão
Diurética, depurativa
Folha, casca
Solanum nigrum
Erva-moura, Erva-moura-mortal
Narcótica, sedante
Totalidade
Solidago virgaurea
Vara-de-oiro, Virgáurea-verdadeira
Diurética, adstringente, vulnerária
Sumidades floridas
Sorbus aucuparia
Tramazeira, Sorveira-dos-passarinhos
Diurética, adstringente, diarreia, tosse
Folha, fruto
Spergularia rubra
Arenaria-vermelha
Diurética, adstringente, reumatismo
Totalidade
Tamus communis
Norça-preta, Uva-de-cão
Vulneraria, purgante
Raíz e rizoma
Taraxum officinale
Taraxaco, Dente-de-leão
Diurética, depurativa, reumatismo
Raíz e rizomas, folha
Teucrium scorodonia
Escórdio, Caméridos-de-água
Tónica, vulnerária
Folha, sumidades floridas
Trifolium pratense
Trevo-dos-campos, Trevo-rosa
Diurética, laxante, estimulante
Sumidades floridas
Trifolium repens
Trevo-branco
Vulneraria, calmante
Totalidade
Ulex europaeus
Tojo, Mato
Cardíaca, anti asmática
Flor
Urtica dioica
Urtigão, Urtiga-maior
Diurética, adstringente, reumatismo
Raíz e rizoma, folha
Vaccinium myrtillus
Uva-do-monte, Mirtilo
Adstringente, diarreia
Folha, fruto
Veronica officinalis
Verónica, Verónica-das-boticas
Depurativa, vulnerária, bronquite
Folha, sumidades floridas