sábado, 17 de março de 2012

Monitorização fotográfica de morcegos

A fotografia é de à muito utilizada como, técnica de registo e de apoio na identificação de características, anomalias ou particularidades de espécies ou indivíduos de morcegos. Contudo, atualmente, a introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. Os equipamentos, ao mesmo tempo que são oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, assim como maior qualidade de imagem e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem proporcionou uma oportunidade para a monitorização de fauna e em particular para os morcegos.
De entre os vários métodos de monitorização de morcegos, provavelmente a mais recente é a fotografia como método específico de monitorização. Deixo aqui algumas fotos de Rhinolophus ferrumequinum, Myotis myotis e Myotis escalerai, tiradas à saída de uma mina no Concelho de Miranda do Douro.

Todas as fotos deste Post são da Autoria do meu amigo Rollin Verlinde, fotógrafo de natureza e podem ver mais fotos do seu trabalho em vildaphoto.

  
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Grus grus

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Gruidae
Género: Grus
Espécie: Grus grus (Linnaeus, 1758)
Nome comum: Grou
O Grou é uma espécie invernante no nosso País, face á sua distribuição muito localizada (Alentejo interior), declínio continuado da área de ocupação muito devido à redução da extensão e qualidade do seu habitat e ao seu número reduzido de indivíduos maturos (estimado em menos de 10.000), foi classificada segundo o Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (Cabral et al, 2005) como espécie VULMERÁVEL (VU).
 
Descrição:
Ave de cor cinzenta e de tamanho grande (1,2 m de altura e 2,0 m de envergadura) e esbelta, com patas e pescoço compridos adaptados a habitats encharcados e cauda curta. A sua cabeça é tricolor (branca cinzenta e vermelha) e as suas penas primárias e secundárias são negras. Os adultos podem pesar entre 5 a 6 kg.
Distribuição:
Espécie tem uma distribuição muito alargada. A área de nidificação estende-se desde a Europa do Norte e Ocidental, através da Eurásia até ao Norte da Mongólia, Norte da China e Leste da Sibéria, com populações nidificantes isoladas no Leste da Turquia e no Tibete. A área de invernada inclui parte da França e da Península Ibérica, Norte e Leste de África, Médio Oriente, Índia e Sul e Leste da China. Atualmente ocupa a maior parte da sua área de distribuição histórica, mas nos últimos 200-400 anos extinguiu-se como espécie reprodutora na parte Sul e Ocidental da Europa, península balcânica e Sul da Ucrânia.
Esta espécie não nidifica na Península Ibérica, sendo o último registo de nidificação datado de 1954 em Cádiz.
Em Portugal a espécie inverna no Alentejo interior, ocorrendo apenas em cinco núcleos de invernada regular nas regiões de Castro Verde/Mértola, Évora, Moura/Mourão/Barrancos e Campo Maior (concelhos de Campo Maior, Arronches, Évora, Moura, Mourão, Barrancos, Castro Verde e Mértola).
  
Habitat:
Os Grous alimentam-se preferencialmente em searas cultivadas de regime extensivo, pousios, pastagens naturais e montados de azinho pouco denso e sem mato, apresentando acentuada fidelidade aos locais de alimentação.
Os dormitórios comunitários dos Grous são preferencialmente locais pouco perturbados, geralmente associados à presença de água pouco profunda, utilizando sobretudo açudes e charcas que surgem temporariamente no inverno. Selecionam preferencialmente açudes ou charcas localizadas em zonas com predominância de culturas arvenses ou forrageiras, podendo também utilizar margens de cursos de água como dormitórios comunitários.
Dieta:
Durante a sua permanência no nosso território (Inverno) o Grou alimenta-se principalmente de bolotas, sementes, bolbos, tubérculos, rizomas e pequenos animais (invertebrados ou pequenos vertebrados), sendo que a matéria vegetal pode representar cerca de 90-98% da sua dieta. O padrão de atividade de alimentação dos Grous mostra que a sua atividade máxima é na primeira e ultima hora do dia.
Reprodução:
O Grou é uma espécie monogâmica com um período juvenil relativamente longo, quando comparado com outras espécies de aves. Nas zonas de nidificação esta espécie põe os ovos no chão, num ninho construído em zonas pantanosas, a época de nidificação inicia-se em Abril e acaba normalmente em Junho, põe 2 ovos (excecionalmente 3), dos que normalmente costuma sobreviver duas crias que ficam sob o cuidado dos progenitores até ao ano seguinte. Embora não nidifiquem no nosso território, em Portugal o êxito reprodutor pode ser estimado pela observação dos bandos de Grous calculando a percentagem de adultos e jovens, visto que os jovens de 1º ano estão juntos aos progenitores.
  
Comportamento:
O Grou é uma espécie gregária durante a migração e enquanto se encontra no nosso território, podem-se observar bandos de largas centenas ou milhares de indivíduos. A maioria da população alimenta-se em grupos de dezenas ou centenas, mas o tamanho exato depende da disponibilidade alimentar local e da disponibilidade alimentar na área de ocupação. Também é possível observar grupos familiares (2 adultos mais 1-3 jovens) isolados dos bandos, mas mantêm contacto visual ou sonoro com outras famílias que ocupam zonas próximas.
Algumas aves que saem dos dormitórios recolhem as patas assim que se encontram no ar, este comportamento impede que as patas molhadas congelem quando as temperaturas são baixas. A direção que os Grou tomam quando saem dos dormitórios, indica a direção dos primeiros locais de alimentação. Os Grous com maior estatuto hierárquico são os últimos a deixarem os dormitórios. A recolha aos dormitórios esta dependente do sucesso de alimentação durante o dia, sendo que em dias em que a alimentação não tenha sido a melhor, ocorre um atraso na recolha aas dormitórios.
Ameaças:
A principal ameaça é a alteração e degradação do habitat de alimentação, por intensificação da agricultura, expansão das culturas de regadio e culturas permanentes, e florestação das terras agrícolas. Algumas áreas de invernada em Portugal são também afetadas por sobre pastoreio e por abandono agrícola. A espécie também é afetada negativamente pela perturbação humana, sobretudo a resultante do exercício da atividade cinegética. A diminuição da tranquilidade nos locais de dormida, resultante da abertura de acessos e intensificação da atividade humana em locais outrora remotos e pouco frequentados, pode levar ao abandono desses dormitórios. A extração de inertes, que se tem intensificado em cursos de água utilizados pela espécie para esse efeito, pode resultar em perda de locais favoráveis à instalação de dormitórios. A colisão com linhas aéreas de transporte de energia é um facto de mortalidade a ter em consideração.
Medidas de Conservação:
Como medida de conservação será importante a elaboração e implementação de planos de gestão para as Zonas de Proteção Especial (ZPE’s).s em que ocorrem. A sensibilização do público em geral, e em particular dos agricultores e caçadores, para a importância da conservação dos habitats de que esta espécie depende foi também identificada como uma medida de grande prioridade. Importa assegurar a monitorização da população invernante no nosso país.
 
Referências e sites:
Plano sectorial da rede Natura 200
Livro vermelho de Vertebrados de Portugal
Enciclopedia Virtual de los Vertebrados Españoles

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Distribuição de morcegos


Tendo em conta que a informação disponibilizada sobre a distribuição das espécies de quirópteros presentes em Portugal Continental em quadrículas 10X10km UTM é escassa, decidi criar (com a ajuda imprescindível do Martiño) um Sistema de Informação Geográfico em plataforma Web (WebSIG) com as observações dos últimos três anos de trabalho de campo de capturas, assim como as observações de alguns dos membros e leitores deste blog. O principal objetivo deste WebSIG é permitir aos nossos leitores mais interessados neste grupo faunístico, ter um acesso rápido e fácil à informação, assim como oferecer um sistema de mapas dinâmicos e funcionais para navegar e consultar sobre a distribuição das diferentes espécies por nós registadas.
Para isso basta selecionarem a espécie através do “scroll” que está de baixo da entrada “Mapa de Observações de Morcegos” na barra lateral deste Blog.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

"Dormindo...parte II"

Aqui ficam mais uns registos fotográficos de algumas espécies em época de hibernação.

Myotis emarginatus, o longo pelo dourado e a emarginação da sua orelha, são características distintivas.

A coloração da ponta do trago do Myotis myotis, permite distinguir o morcego-rato-grande do pequeno.


Um grupo de Myotis blythii (morcego-rato-pequeno). Ups! alguns já estão comprometidos, têm aliança -:)

 O caçula dos Rhinolophus, o R. hipposiderus, nesta época o morcego-de-ferradura-pequeno está sempre bem envolvido nas suas membranas alares.

 Aqui está o maior, o Rhinolophus ferrumequinum (morcego-de-ferradura-grande).

Geometricamente bem aconchegadinho!

 Cerca de 250 Rhinolophus euryale (morcego-de-ferradura-mediterrânico).

Neste perfil do R. euryale podemos observar o seu longo pelo, que faz lembrar o do Myotis emarginatus.

 Agora a cara!

Processo conectivo em forma de corno, curvado para a frente e levemente para baixo. São pormenores de diferenciação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"dormindo"

 Esta é uma época em que os morcegos passam grandes do seu tempo a "dormir", o seu estado facilita a sua observação/contagem e identificação.

Rhinolophus ferrumequinum

 Rhinolophus ferrumequinum

 Rhinolophus ferrumequinum

Rhinolophus hipposideros
 Barbastella barbastellus

  
 Barbastella barbastellus

 
 Myotis blythii

 Myotis blythii

 Myotis blythii

 Myotis blythii

 Myotis blythii

 Myotis emarginatus

sábado, 7 de janeiro de 2012

Nyctalus noctula

Embora o Morcego-arboricola-grande seja uma espécie classificada com Informação insuficiente (DD), muito provavelmente será uma das espécies mais raras de Portugal e mesmo da Península Ibérica. É uma espécie predominantemente florestal, no verão refugia-se sobretudo em cavidades de árvores antigas, mas pode também ocupar edifícios. Durante o Inverno utiliza estes abrigos assim como fendas rochosas. Os palácios do Real Alcázar de Sevilha, na Espanha, são algumas das residências reais mais antigas do mundo. É nas árvores dos jardins desse local que dezenas de morcegos da espécie arborícola-grande (Nyctalus noctula), encontraram um habitat seguro para viver.
Identificação:
O Nyctalus noctula é um morcego de tamanho grande (podendo atingir 40 cm de envergadura), robusto com cabeça grande e aplanada e orelhas largas, curtas e arredondadas, o trago, com nas restantes espécie do género são em forma de rim. O focinho é curto e largo, quando abre a boca é possível observar duas grandes glândulas brancas (parótidas) na parte interna da bochecha. Com olhos muito visíveis, redondos e negros. Tem pêlo denso, brilhante relativamente longo e unicolor, de coloração castanho-avermelhado-dourado. No machos os pêlos do pescoço, são particularmente longos, fazendo lembrar as jubas do leões eriçando-se quando agitados. As áreas desprovidas de pêlo são pretas ou castanhas, as asas são muito longas com pelos castanhos na parte inferior. Os machos na época do cio libertam um odor intenso e característico almiscarado.
Espécies similares:
A forma do trago é única no seu género e dentro deste o tamanho do antebraço é uma característica que permite distinguir perfeitamente as diferentes espécies (Nyctalus lasiopterus, noctula e leisleri).
Ecolocalização:
É provavelmente a espécie mais ruidosa dos quirópteros Ibéricos, tanto pela intensidade dos seus sons como pela variedade do seu reportório. Em voo emite dois tipos de ultra-sons muito potentes, que começam em frequência modulada e finalizam em frequência constante: Uns começam a 45 kHz e acabam a 23-24 kHz; outros mais duradouros e constantes, começam a 25 kHz e finalizam a 20-19 kHz. Estes últimos podem ser confundidos com os de Nyctalus lasiopterus. Tanto os machos como as fêmeas podem emitir sons muito variáveis, de carácter social, em voo ou mesmo nos refúgios, alguns destes sons são perfeitamente audíveis ao ouvido humano. Os machos são especialmente barulhentos no outono, durante as noites, emitindo sons audíveis (de 11 a 15 hKz).
Distribuição:
Esta espécie encontra-se em grande parte da Europa e Ásia, estendendo-se para a Sibéria, China, Norte do Vietname e Taiwan. Também foi referenciado em África. Trata-se de uma espécie praticamente desconhecida em Portugal. Até á pouco tempo atrás, o único registo no país era de um exemplar do Museu Bocage capturado em Pavia, contudo recentes estudos têm confirmado a sua presença em Portugal.
Habitat:
Como já foi referido é uma espécie florestal, que costuma refugiar-se em buracos de folhosas, produzidos por nós apodrecidos ou buracos feitos por picídeos, contudo também é possível encontra esta espécie em caixas abrigo ou em fendas de muros, edifícios, ponte ou afloramentos rochosos. Os poucos abrigos conhecidos na Península Ibérica limitam-se a árvores: castanheiros da índia, plátanos, freixos, choupos, além de um ou outro buraco de parede. O exemplar fotografado foi encontrado num buraco de um túnel.
Reprodução:
O desenvolvimento embrionário dura entre 70 e 73 dias, os partos (normalmente de gémeos), produzem-se entre finais de Junho e Julho, os ficam independente às seis semanas de vida. O cio começa no final de Agosto, a partir deste mês, os machos ocupam os refúgios individuais (que até ao momento podiam ser refúgios coloniais) até pelo menos à primeira quinzena de Novembro. Durante este período, os machos têm um comportamento muito territorial, defendendo o seu território ao mesmo tempo que atraem as fêmeas com a emissão de chamamentos sociais potentes do interior dos abrigos. No sul da Europa as cópulas produzem-se entre fêmeas migradoras e machos sedentários.
Alimentação:
É um típico caçador aéreo, que persegue captura as suas presas em voo, contudo ocasionalmente pode capturar presas no solo. A sua dieta é constituída principalmente por dípteros, coleópteros, tricópteros e lepidópteros.
Mobilidade:
O morcegos-arborícolas-grandes são parcialmente migradores, no final do verão, as colónias desagregam-se e as fêmeas deslocam-se para sul percorrendo por vezes várias centenas de quilómetros. Na Escandinávia e Dinamarca foram observados bandos de 500 a 1000 indivíduos, migrando mesmo em pleno luz do dia.
Medidas de conservação:
Conservação das áreas naturais ou artificiais (parques, avenidas, jardins, etc…) de folhosas com árvores velhas ou com cavidades.
Dimensões:
Tem um comprimento de antebraço (FA) que varia entre 46,0- 58,0 mm e tem um peso de 18-40 g. Podendo atingir os 40 cm de envergadura.
Estatuto de conservação:
Esta espécie de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal é classificada como “Informação insuficiente” (DD), não existindo até à data informação adequada para avaliar o risco de extinção, nomeadamente quanto à redução do tamanho da população e à tendência de declínio. Esta espécie encontra-se no Anexo BIV da Directiva Habitat, sendo de interesse comunitário, cuja conservação exige protecção rigorosa. Encontrado-se ainda incluída nos anexos II da Convenção de Berna e Bona.
Referências e Sites:
Alcalde, J. T. (1999). New ecological data on the noctule bat (Nyctalus noctula Schreber, 1774) (Chiroptera, Vespertilionidae) in two towns of Spain . Mammalia, 63: 273-280.
Alcalde, J. T. (2006). Conservación de las colonias españolas de nóctulo mediano. Quercus, 247: 24-30.
Alcalde, J. T. (2007). Nyctalus noctula (Schreber, 1774). Pp. 228-232. En: Palomo, L. J., Gisbert, J., Blanco, J. C. (Eds.). Atlas y libro rojo de los mamíferos de España. Dirección General para la Biodiversidad-SECEM-SECEMU, Madrid. 586 pp.
Dietz, C., O. V. Helversen & D. Nill (2009). Bats of Britain, Europe & Northwest Africa. A & C Black Publishers Ltd.
Gebhard, J. (1984). Nyctalus noctula - Beobachtungen an einem Traditionellen Winterquartier im Fels. Myotis, 21-22: 163-170.
Jones, G. (1995). Flight performance, echolocation and foraging behaviour in noctule bats, Nyctalus noctula. J. Zool., Lond., 237: 303-312.
Kanuch, P. Janeckova, K. Kristin, A. (2005). Winter diet of the noctule bat Nyctalus noctula. Folia Zoologica, 54 (1-2): 53-60.
Kronwitter, F. (1988). Population structure, habitat use and activity patterns of the noctule bat, Nyctalus noctula Schreb., 1774 (Chiroptera, Vespertilionidae) revealed by radio-tracking. Myotis, 26: 23-85.
Limpens, H. J. G. A., Bongers, W. (1991). Bats in dutch forests. Myotis, 29: 129-136.
Mackenzie, G. A., Oxford , G. S. (1995). Prey of the noctule bat (Nyctalus noctula) in East Yorkshire . J. Zool., Lond., 236: 322-327.
Petit, E., Mayer, F. (1999). Male dispersal in the noctule bat (Nyctalus noctula): where are the limits? Proc. R. Soc. Lond. B, 266: 1717-1722.
Rachwald, A. (1992). Habitat preference and activity of the noctule bat Nyctalus noctula in the Bialowieza Primeval Forest . Acta Theriologica, 37: 413-422.
Ruedi, M., Tupinier, Y., Paz, O. de (1998). First breeding record for the noctule bat (Nyctalus noctula) in the Iberian Peninsula . Mammalia, 62: 301-304.
Sluiter, J. W., Van Heerdt, P. F. (1966). Seasonal habits of the noctule bat (Nyctalus noctula). Archives Néerlandaises de Zoologie, 16: 423-439.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inquilinos anónimos


Embora o Morcego-rabudo (Tadarida teniotis) seja um morcego de voo alto (podendo caça a 300 metros de altura) e rápido (atingindo 65Km/h), é uma espécie que utiliza muitas vezes estruturas artificiais, nomeadamente a nossas casas, podendo por vezes criar alguns conflitos.










Visando apoiar a população em geral quanto a situações de coabitação e exclusão de morcegos, está  disponível, no portal do ICNB, o documento guia de apoio de coabitação e exclusão de morcegos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

É bicho ou pau?

 A Empusa pennata, o diabinho, também conhecido como "o bicho pau" é uma espécie de inseto da família Empusidae que ocorre apenas na Península Ibérica e França, vive em zonas de matos secos.

 
É um inseto que apresenta uma cabeça pequena com uma protuberância entre as duas antenas, um tórax comprido e delgado, um abdómen pequeno e curvo. O primeiro par de patas localiza-se na parte superior do tórax, enquanto que as outras quatro (sim! Tem seis patas) situam-se mais a baixo. Os adultos possuem asas, mas as ninfas não, contudo ambas formas são caracterizadas por apresentar rugosidade na cutícula, assim como a sua cloração ocre, que as camufla com a erva seca do seu habitat. Os machos adultos têm antenas plumosas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lontra de 1914



Angel Cabrera em 1914, descreveu assim esta espécie:
Cabeça. aplastada; orejas muy chicas, casi ocultas bajo el pelo; la porción desnuda del hocico, que en este género es un carácter de cierto valor taxonómico, no muy grande, comprendida por completo entre las ventanas de la nariz y con el borde superior muy convexo en el centro y cóncavo á los lados. Pies con las plantas desnudas. Pelaje corto, muy compacto, lustroso, ocultando una borra igualmente espesa y corta. Color general pardo Prout ó tierra de sombra, pasando á gris sucio en las partes inferiores, más pálido, casi blanco, en la garganta. La borra es del mismo color del pelo, pero con la parte próxima á la raíz de un color de ante muy claro, casi blanco. Se encuentran algunas ligeras variantes de color, siendo frecuentes los ejemplares en que el pardo tira á canela. Cráneo muy aplastado, con el rostro corto y estrecho y la región postorbitaria más estrecha todavía; apófisis postorbitarias muy poco salientes. Las hembras son siempre un poco más pequeñas que los machos.
La. nutria abunda todavía bastante en muchos de nuestros ríos y lagunas. Vive entre las raíces de los árboles próximos al agua, ó en las cuevas abandonadas por los zorros y tejones. Se alimenta de peces, culebras, ranas, ratas de agua y algunas aves acuáticas.”