sábado, 24 de setembro de 2011

A noite dos barbastellus!

O Outono é uma época particularmente importante para os morcegos, é nesta altura que se inicia o período de cio e respectiva cópula, para tal, diversas espécies dirigem-se para locais específicos: “swarming sites”, onde tentam encontrar parceiro/a para acasalarem.
Além de ser uma época importante para os morcegos, é também uma época muito propícia para a captura de morcegos, já que abundância e diversidade de morcegos nos “swarming sites” são muito elevadas, resultando numa maior taxa de captura e diversidade.
Esta semana a sessão de captura foi curta mas bastante profícua, uma hora e meia e 3 metros de rede, resultaram na captura de 18 individuos (7♂ e 4♀ de Barbastella barbastellus, 2♂ de Miniopterus schreibersii, 1♂ de Myotis blythii, 1♀ de Myotis daubentonii e 3♂ de Myotis escalerai).

Os 11 Barbastella barbastellus, capturados são sem dúvida o dado mais interessante desta sessão de captura, de facto esta espécie de aspecto muito particular, caracterizado pelas suas orelhas triangulares, curtas, largas e quase unidas na sua base é uma espécies classificada como Informação Insuficiente (DD), visto que não existe informação adequada para fazer uma avaliação directa ou indirecta do seu risco de extinção, com base na sua distribuição e/ou estado da sua população. Um taxon incluído nesta categoria pode estar muito bem estudado e a sua biologia ser perfeitamente conhecida, contudo a falta de dados sobre a sua distribuição e/ou abundância não permite que seja incluído, inequivocamente, numa categoria de estatuto de conservação em particular. Classificar um taxon na categoria DD indica que é necessária mais informação e que se reconhece que a investigação futura é um imperativo para a desejável classificação numa categoria mais informativa, podendo ser de ameaça ou não.
A medição do antebraço dos mais de vinte indivíduos já capturados, distribuídos por 9 quadrículas 10X10 km, aponta para uma dimensão média (39,44mm) enquadrada nas medições de referência, verificando-se um antebraço médio ligeiramente superior nas fêmeas (média=39,95mm; Máx. =41,29mm Mim=39,00mm) quando comparados como os machos (média=38,94mm; Máx. =41,79; Mim=36,95), embora estes apresentem dimensões de maiores amplitudes (Max. e Min.).

domingo, 11 de setembro de 2011

Agora é a vez delas!


Aeshan mixta

Durante a Primavera e o Verão dezenas de espécies de Odonatas completam o seu ciclo de imago, atingindo a fase final e primordial da sua vida, a reprodução e a perpetuação dos seus genes. Algumas espécies podem apresentar várias gerações por cada época (bivoltina ou mesmo trivoltina) e terem uma grande período de reprodução. Mas chegando o Outono é a vez delas! O período mais frenético para a Aeshan mixta, começa agora e não antes!
Esta espécie que emerge em charcas e águas remansosas no final do Inverno ou início da Primavera, desloca-se afastando-se destes meios aquáticos, subindo para habitas mais frescos e invadindo zonas florestais de montanha onde procura alimento mais fácil, protecção do rigor do Verão e de predadores e completa o seu ciclo de maturação. Estas movimentações, normalmente são massivas e por vezes de muitos quilómetros. No Outono, depois de vários meses de alimentação e atingida a maturação sexual, voltam para os locais onde emergiram, com a finalidade de copularem e realizar as posturas, altura em que a temperatura já diminuiu.
 Sympetrum striolatum

Estas deslocações, como estratégia para se refugiarem em outros habitats durante uma época ou estação pouco favorável é também utilizado pela Sympetrum striolatum.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Noite Europeia dos Morcegos em Bragança


Foto de Ivone Fachada 

Inserida na XV Noite Europeia dos Morcegos, o Centro de Ciência Viva de Bragança, organizou uma actividade sobre morcegos “Venha conhecer os morcegos”, esta actividade contou com um público diversificado, incluindo famílias inteiras.
O sucesso desta actividade está bem reflectido neste vídeo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Galeirões (Fulica atra) de Rotterdam

No passado mês de Abril, tirei uns dias para descansar onde fui até à Holanda e uma das cidades visitadas foi Rotterdam. Apesar da visita à cidade ser uma visita rápida e turística, fui sempre deitando o olho às aves com que me ia cruzando (pois fazia-me acompanhar de colegas que não ligam a aves e não pude despender muito tempo). As espécies observadas são comuns e de relativa facilidade de observação, contudo, fiquei admirado com a tranquilidade com que vivem no habitat urbano e a simbiose que existe com os habitantes da cidade… O que mais me chamou atenção foram alguns casais de Galeirão, que nidificam nos canais da cidade junto das margens, reunindo todo o tipo de materiais, tais como, ramos de árvore secos, todo o tipo de resíduos sólidos urbanos, plantas de jardim, entre outros, para efectuarem a plataforma e o respectivo ninho. Assim foi fácil fotografar os Galeirões na sua rotina de nidificação, não registando qualquer tipo de alteração de comportamento com a minha presença. Ficam alguns dos registos recolhidos.












sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Serra do Marão, Montesinho e Nogueira

O fim-de-semana passado foi dedicado aos morcegos.
 Grupo de escuteiros

Começou na Quinta-feira com uma acção de sensibilização dirigida a um grupo de escuteiros do Agrupamento de Vila Real, aproveitando a pernoite dos escuteiros junto às minas de Maria Isabel na Serra do Marão, juntei-me a eles e depois do jantar (uma “famosa” baguete da Campeã e uma cerveja) estivemos 3 horas a conversar sobre morcegos, ainda tivemos oportunidade de capturar alguns exemplares de Rhinolophus ferrumequinum e Myotis escalerai, que fizeram as delicias da maior parte dos presentes, que começaram à acção dizendo “Morcegos! Que feios! Aí que nojo!” e acabaram dizendo “Que fofos!”, esta é uma reacção muito comum entre a maioria das pessoas que nunca viram um morcegos de perto.
Na sexta-feira rumei para o Nordeste de Portugal em direcção a Montesinho, mais propriamente ao troço inicial do Rio Sabor, onde pude capturar alguns exemplares de Myotis Daubentonii e Pipistrellus pipistrellus.
 Plecotus auritus -:)

Já no Sábado o local de captura situou-se na vertente Oeste da Serra da Nogueira, num pequeno ponto de água (tanque), situado num lameiro rodeado por carvalhal perto de Refoios freguesia de Zoio, onde conseguimos capturar cinco espécies diferentes, Nyctalus leisleri, Plecotus austriacus, Plecotus auritus, Pipistrellus pygmaeus e Barbastella barbastellus, a curiosidade desta noite de captura foi que foram apanhados cinco indivíduos de cinco espécies diferentes, coisa que nunca me tinha acontecido!
Resumindo, este fim-de-semana foram obtidos dados de distribuição de 9 espécies diferentes.

domingo, 10 de julho de 2011

Pontos de água para morcegos

Tem-se comprovado que a captura de morcegos através de redes é mais eficaz nos pontos de água que servem de bebedouros, quer em termos de número de indivíduos capturados quer na diversidade. O resultado das capturas em diferentes pontos de água permite-nos caracterizá-los, de modo a ter-mos um conjunto de características mais propícias e a ter em conta na hora de criar pontos de água com o objectivo de beneficiar os morcegos. Assim as características gerais são:
  • Medida mínima de 1,5 metros de diâmetro/largura;
  • Medida máxima de 18 metros de diâmetro/largura; 
  • Água limpa, sobre tudo à superfície (desprovido de vegetação flutuante) e preferencialmente não tratada; 
  • Água parada; 
  • Água permanente, mantendo-se pelo menos grande parte do ano; 
  • Proximidade a povoamentos florestais; 
  • Ter mais de dois anos; 
  • Que seja um dos poucos pontos de água na zona; 
  • Que as margens sejam desprovidas de vegetação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

De pequenino é que se troce o pepino

As Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), a Convenção de Bona sobre a Conservação das Espécies Migradoras (CMS) e o Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus (EUROBATS), uniram-se para celebrar o ano dos morcegos. Este evento Internacional pretende dar a conhecer a importância da conservação destes mamíferos voadores.
Cada um de nós, conjuntamente ou individualmente, pode contribuir para os objectivos desta celebração, realizando, participando, organizando, divulgando ou sensibilizando para as questões que envolve esta iniciativa. Deixo aqui um pequeno exemplo do meu afilhado de cinco anos, que conseguiu sensibilizar os colegas e professores da sua turma através da elaboração de um poster sobre morcegos.

De facto a sensibilização assume um papel primordial no alerta e consciencialização da população acerca dos graves problemas existentes na natureza e, neste caso particular que afectam os morcegos, constituindo um primeiro passo no processo de educação ambiental, com o objectivo de criar empatia e despertar sensibilidade na preservação e conservação dos quirópteros.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Morcegos e afins

Aproveitando o fim-de-semana mais comprido, fui ter com o João Gaiola ao Sabugal com o objectivo de realizar duas sessões de captura de morcegos.

Um dos pontos de amostragem foi o Rio Côa no seu troço superior onde o tipo de aves rípicolas abunda, como por exemplo do Merlo-de-água (Cinclus cinclus), o crepúsculo é o período do dia em que a actividade de aves e morcegos (em especial espécies do género Pipistrellus) se sobrepõe. Assim é relativamente frequente capturar acidentalmente deste tipo de aves, como por exemplo o Merlo-de-água (Cinclus cinclus), o Guarda-rios (Alcedo atthis) ou Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos). Outra espécie que normalmente é apanhada nas redes de captura de morcegos é o Noitibó (Caprimulgus europaeus) que contrariamente às anteriores espécies, esta tem uma actividade que se sobrepões totalmente com a actividade dos morcegos.
 
Noitibó (Caprimulgus europaeus)

 
 Guarda-rios (Alcedo atthis)

 
 Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos)

 
Merlo-de-água (Cinclus cinclus)

Relativamente aos morcegos os mais de cem metros de redes e as 7 horas de captura (distribuidas por duas sessões de captura) permitiu-nos capturar 23 indivíduos (1♀ de Myotis escalerai, 1♀ de Myotis mystacinus, 5♀ e 2♂ de Myotis daubentonii, 4♀ e 1♂ de Pipistrellus pipistrellus, 2♀ e 3♂ de Pipistrellus pygmaeus, 1♂ de Hypsugo savii, 1♀ prenhe de Plecotus auritus e 1♀ e 1♂ de Plecotus austriacus), distribuídos por oito espécies diferentes, o que representa aproximadamente 1/3 das espécies existentes em Portugal Continental.

 Myotis escalerai

 Myotis mystacinus

Plecotus auritus
 
 Myotis daubentonii com uma infecção nos tragus

terça-feira, 24 de maio de 2011

Escaravelho predador de anfíbios

O Epomis circumscriptus, é um escaravelho presente em Portugal Continental (Zaballos & Jeanne, 1994), este escaravelho de terra do género Epomis, tem um hábito alimentar muito particular, normalmente as larvas alimentam-se exclusivamente de anfíbios, enquanto que os adultos alimentam-se de invertebrados terrestre e vertebrados mortos.
Normalmente os anfíbios são predadores de insectos, contudo o que se passa com esta espécie é totalmente ao contrário. Uma investigação da Universidade de Tel Aviv, descobriu que esta espécie, além de se alimentar de anfíbios mortos, é capaz de os matar, pese embora o seu corpo seja por vezes 10 vezes inferior aos das suas presas.
A sua técnica apurada mata os anfíbios graças a uma mordedura nas costas, fazendo uma incisão e paralisando o sistema nervoso do anfíbio após pouco minutos. Depois, pouco a pouco e durante algumas horas, a presa é devorada começando pela patas anteriores e acabando na cabeça,

domingo, 15 de maio de 2011

O que parecia ser não era

  Callimorpha (Euplagia, Panaxia) quadripunctaria

Andava pelo campo, quando ao longe vi o que me parecia ser uma Callimorpha (Euplagia, Panaxia) quadripunctaria, espécie prioritária do Anexo B-II da Directiva habitat, cuja conservação exige a designação de Zona de Especial Conservação. Disse então para os meus botões,”É desta vez que consigo tirar umas fotos de jeito a esta gaja”.
Azar! Ou mais sorte, pois verifiquei que não se tratava da “gaja”, mas sim de uma Atlantarctia tigrina, borboleta nocturna que nunca tinha observado e fotografado!
 Atlantarctia tigrina

A Atlantarctia tigrina, tem uma envergadura de 41-51 mm. E pode ser confundida com a Arctia caja, duas das principais diferenças entre estas espécies são a banda alaranjada na bordadura das asas inferiores e a ponta do abdómen preto, presente na Atlantarctia tigrina, e ausente na Arctia caja.
 Atlantarctia tigrina

Atlantarctia tigrina

 O seu período de voo é normalmente entre Abril e Junho.

sábado, 30 de abril de 2011

Hyla arborea Vs Hyla meridionalis

Ontem enquanto passava por uma zona húmida, ouvi o coaxar de uma rela-comum, como não via nenhuma já algum tempo, parei e despendi 5 minutos a tentar descobrir onde se encontrava, e lá estava ela no meio dos juncos.

A família Hylidae está representada na Península Ibérica por duas espécies do género Hyla, a rela-comum (Hyla arborea) e rela-meridional (Hyla meridionalis). São duas espécies morfologicamente muito idênticas e têm um comportamento muito semelhante. Face às suas preferências de habitat semelhante, estas duas espécies apresentam uma grande zona de simpatria.

Hyla arborea é uma rã de aspecto frágil, facilmente identificável pela banda negra lateral que percorre todo o corpo desde as narinas à região inguinal.

 Foto de Hyla arborea, promenor da banda escura.
 Foto de Hyla arborea
 Foto de Hyla arborea
 Foto de Hyla arborea, pormenor do reduzido tamanho que esta espécie pode ter.

Hyla meridionalis assemelha-se à congénere Hyla arborea, mas geralmente são mais robustas e a sua banda lateral escura chega apenas à região axilar.

Foto de Hyla meridionalis, pormenor da banda escura

 Foto de Hyla meridionalis 
 
 Foto de Hyla meridionalis 
 Foto de Hyla meridionalis 
Uma das características sociais mais importantes nos anuros, é a sua comunicação acústica, contudo, este é um dos comportamentos mais exigente em termos energéticos para estes animais.
As vocalizações deste género começam geralmente logo ao pôr-do-sol e podem prolongar-se por várias horas organizados em grandes coros.
Os machos vocalizam usualmente dentro da água, ficando meio submersos, ou posicionando-se em plantas aquáticas (principalmente a Hyla arborea). As fêmeas são atraídas pelas vocalizações, dirigindo-se até um determinado macho, que seleccionada através do tipo de chamamento.
Ao contrário das Hylas arborea, que podemos observar vários machos juntos a emitir vocalizações, os machos de Hyla meridionalis mostram um comportamento territorial durante o chamamento, normalmente mantêm a distância de um metro entre si.

sábado, 23 de abril de 2011

Genetta genetta


 A Genetta genetta é um mesopredador carnívoro sigiloso e ágil que permanece grande parte do seu tempo em cavidades de árvores ou empoleirado nelas, de preferência em zonas elevadas. Deste modo, os indícios da sua presença podem ser menos frequentes do que outros carnívoros cuja movimentação é realizada de forma exclusiva pelo solo, como por exemplo texugos, sacarrabos e raposas.
Taxonomia:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Viverridae
Género: Genetta
Espécie: Genetta genetta
Nome comum: Gineta
Identificação: Tem o tamanho de um gato doméstico, de corpo alongado e esbelto, com patas curtas e cauda espessa e longa, tão comprida quanto o corpo. A pelagem é de cor cinzento com manchas escuras que tendem a ter uma orientação longitudinal. No centro do dorso essa manchas formam uma linha continua que vai desde a base da cauda até ao inicio do pescoço. A cauda é composta por oito a dez anéis escuros. O seu focinho é pontiagudo, de cor branca com duas manchas escuras de cada lado. Apresenta orelhas grandes, os membros (posteriores e anteriores) têm cinco dedos providos de unhas semiretractáveis. As fêmeas possuem dois pares de mamas abdominais, os machos tendem a ser maiores e mais pesados que a s fêmeas, contudo as diferenças entre indivíduos adultos não são significativas. Em média as medições biométricas desta espécie são as seguintes: comprimento do corpo 43 a 55 cm; cauda 33 a 48 cm; patas 8 a 9 cm; peso 1,55-2,25 kg. 
 Distribuição: Distribui-se pela Espanha, Portugal e metade Sudoeste da França. Na Península Ibérica a sua abundância parece decrescer de Sudoeste para Nordeste.
Habitat: É considerada uma espécie florestal muito associada zona de afloramentos rochosos e ribeirinhas, contudo comporta-se de um modo generalista na selecção do seu habitat. A disponibilidade alimentar e a presença de refúgios parecem ser dois factores que condicionam a selecção do seu habitat. As zonas temperadas de baixa altitude tendem a ser preferidas por esta espécie.
Reprodução: A época do cio inicia-se em Janeiro e acaba em Setembro, com uma actividade sexual máxima em Fevereiro e Março e um segundo pico em Maio. A gestação dura entre 10 e 11 semanas e os partos ocorrem entre Março e Novembro. O número de crias varia entre uma e quatro, contudo o normal é nascerem duas ou três crias altricais. A maturação sexual das Ginetas é atingida aos dois anos de idade.
Alimentação: É um carnívoro que consome principalmente roedores, contudo a sua dieta é caracterizada pela flexibilidade e oportunismo. Caçam e comem aves selvagens e domésticas, mamíferos (até ao tamanho de uma lebre), repteis, anfíbios, insectos, caracóis, peixes, fruta, erva e ovos e praticamente nunca tem comportamento necrófago.
Ecologia: O home-range desta espécie em média é de 7,8 km2, tanto o dos machos como os das fêmeas. As Ginetas reconhecem-se individualmente e socialmente através de marcação olfactiva. A marcação é fundamental para a marcação de territórios, evitando assim conflitos entre indivíduos do mesmo sexo. As latrinas também têm uma função comunicativa, visto que os dejectos estão impregnados por um odor produzido nos sacos anais, permitindo o reconhecimento individual e mantendo unida a estrutura familiar. Normalmente não existe a partilha de território por parte de indivíduos do mesmo sexo.
 Curiosidades: Embora quase todas as referências sobre a espécie diga que a Gineta foi introduzida na Europa pelo ser Humano, como animal doméstico utilizado para o controlo das populações de roedores, as evidências não são assim tão conclusivas. A Gineta foi caçada ilegalmente por ser considerada uma espécie nociva e pelo valor económico da sua pele. A predação de animais domésticos (principalmente galinhas) é o maior conflito que esta espécie tem como o Homem, por vezes a Gineta é morta por atropelamento junto a núcleos populacionais Rurais.

Predadores: Esta espécie tem poucos predadores, podendo entrar na dieta alimentar do Lince-ibérico (Lynx pardinus), do Bufo-real (Bubo bubo) e da Águia-real (Aquila chrysaetos).
Estatuto de conservação: De acordo como o Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (LVVP), a Gineta (Genetta genetta) está classificado como “Pouco preocupante”.