Ontem enquanto passava por uma zona húmida, ouvi o coaxar de uma rela-comum, como não via nenhuma já algum tempo, parei e despendi 5 minutos a tentar descobrir onde se encontrava, e lá estava ela no meio dos juncos.
A família Hylidae está representada na Península Ibérica por duas espécies do género Hyla, a rela-comum (Hyla arborea) e rela-meridional (Hyla meridionalis). São duas espécies morfologicamente muito idênticas e têm um comportamento muito semelhante. Face às suas preferências de habitat semelhante, estas duas espécies apresentam uma grande zona de simpatria.
Hyla arborea é uma rã de aspecto frágil, facilmente identificável pela banda negra lateral que percorre todo o corpo desde as narinas à região inguinal.
Foto de Hyla arborea, promenor da banda escura.
Foto de Hyla arborea
Foto de Hyla arborea
Foto de Hyla arborea, pormenor do reduzido tamanho que esta espécie pode ter.
Hyla meridionalis assemelha-se à congénere Hyla arborea, mas geralmente são mais robustas e a sua banda lateral escura chega apenas à região axilar.
Foto de Hyla meridionalis, pormenor da banda escura
Foto de Hyla meridionalis
Foto de Hyla meridionalis
Foto de Hyla meridionalis
Uma das características sociais mais importantes nos anuros, é a sua comunicação acústica, contudo, este é um dos comportamentos mais exigente em termos energéticos para estes animais.
As vocalizações deste género começam geralmente logo ao pôr-do-sol e podem prolongar-se por várias horas organizados em grandes coros.
Os machos vocalizam usualmente dentro da água, ficando meio submersos, ou posicionando-se em plantas aquáticas (principalmente a Hyla arborea). As fêmeas são atraídas pelas vocalizações, dirigindo-se até um determinado macho, que seleccionada através do tipo de chamamento.
Ao contrário das Hylas arborea, que podemos observar vários machos juntos a emitir vocalizações, os machos de Hyla meridionalis mostram um comportamento territorial durante o chamamento, normalmente mantêm a distância de um metro entre si.