Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Curiosidades. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de dezembro de 2015

O ângulo dos Myotis “pequenos”

À exceção de um número restrito de espécies (talvez o Hypsugo savii, Barbastella barbastellus, Miniopterus schreibersii e do Tadarida teniotis) que poderão ser identificados apenas por uma característica morfológica, as restantes espécies que temos no nosso Território Continental, devido a sua similitude com uma ou várias espécies, requerem uma atenção mais cuidada e têm que ser identificadas através da combinação de várias características e por vezes comportamento. Esta identificação torna-se mais difícil na época de hibernação, quando por vezes, a única coisa que vimos é um pedaço de nariz, orelha, uma forma coberta de gotículas ou um morcego a vários metros de altura. Além do que nesta época especifica, a perturbação deve ser mínima, pelo que a permanência num abrigo e a utilização de luz e flash dever a restringida ao estritamente necessário.
 Myotis daubnetonii

 Plecotus austriacus

 Myotis daubentonii

Myotis emarginatus

Tal como tudo na vida, a preparação antecipada é vital para o sucesso, assim, estando-se a aproximar a época de monitorização de inverno, o pó dos guias de identificação morfológica e toda a informação sobre a identificação de morcegos deve ser revista, para que na altura certa estejamos preparados para a identificação "daquele bicho".
Em particular, os Myotis mais pequenos são os mais “chatos” de identificar, quantas vezes, não escrevemos na ficha de campo: “Myotis pequeno” ou “Myotis sp”. Deste grupo os mais comum em abrigos subterrâneos no nosso País são os Myotis emarginatus, daubentonii e escalerai. Assim deixo aqui uma característica morfológica que poderá contribuir e ou ajudar na sua identificação, consistindo no ângulo formado entre as orelhas tendo como vértice a ponta do nariz. 
De cima para baixo: Myotis emarginatus, Myotis daubentonii e Myotis escalerai

domingo, 11 de outubro de 2015

Reprodução do cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa)

Resto de uma postura de Mauremys leprosa 

As fêmeas de cágado-mediterrânico (Mauremys leprosageralmente atingem a maturidade sexual entre os 10-15 anos de idade enquanto que os machos amadurecem sexualmente mais cedo, em torno dos 8-12 anos e em estado natural, a longevidade desta espécie é de 50 anos, podendo em alguns caso atingir os 100 anos de idade. O acasalamento desta espécie ocorre normalmente na primavera, e as posturas são realizadas a partir do final de maio até meados de julho. Para realizar as posturas, as fêmeas procuram um local adequado, geralmente com o solo seco, vegetação escassa e uma exposição predominantemente a sul. Após encontrar o local ideal a fêmea escava durante 30 a 90 minutos um buraco no solo onde durante a noite depositará os seus ovos, o solo do fundo do buraco que normalmente é de 10-15 cm de largura e 5-10 cm de profundidade, é suavizado com terra remexida e impregnada de urina. Após este ritual de escavação e preparação do local, deposita entre 3 e 13 ovos com 28-38 X 16-21 mm de tamanho. Após a postura o buraco é preenchido com terra molhada e vegetação, de modo a proporcionar o arejamento e humidade aos ovos, após 90-130 dias (dependendo da temperatura ambiente) as crias de Mauremys leprosa eclodem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Myotis escalerai Vs Myotis spA


Na Península Ibérica ocorrem exemplares de duas (Myotis escalerai e spA) das quatro linhagens (Myotis nattereri, escalerai, spA e spB) do complexo críptico Myotis nattereri. O Myotis escalerai está presente em toda a península, enquanto que o Myotis spA está limitado a áreas Setentrionais até ao Norte da Extremadura pelo Ocidente até á Catalunha na costa Oriental.
Embora a identificação genética seja simples e inequívoca, morfologicamente distinguir estas duas espécies requere uma observação atenta de certas características, nomeadamente a franja de pelos na margem do uropatágio e a posição e ângulo de inserção do patágio na pata.

Pormenor da franja de pelos do Myotis escalerai

Pormenor da franja de pelos do Myotis spA

A franja de pelos ventrais interna nos Myotis escalerai apresenta pelos mais longos, mais densos e maioritariamente direcionados para o corpo do animal e o patágio insere-se no tornozelo com um forma circular enquanto que no spA o patágio insere-se na base do dedo formando um ângulo reto.

Pormenor da inserção do patágio na pata do Myotis escalerai

Pormenor da inserção do patágio na pata do Myotis spA


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Morcegos em casa. E agora?

O Verão é uma época em que é frequente encontrarmos morcegos dentro de casa. Assim sendo damos algumas explicações e indicações para ajudar a resolver este tipo de situações.

Primeiramente é importante salientar que há várias espécies de morcegos que se abrigam em nossa casa, maioritariamente no exterior (telhados, fissuras e buracos das paredes)  ou geralmente em divisões pouco (ou nunca) usadas (sótãos e caves). Não é um hábito destes animais entrar para caçar ou abrigar-se em divisões que sejam constantemente a ser usadas pelo homem, um vez que se sentem expostos nessas situações.

Quando um morcego entra numa divisão diariamente ocupada de uma casa habitada, fá-lo por acidente, ou porque foi em perseguição de insetos atraídos pela luz, ou porque se abrigou numa estrutura com acesso ao exterior (caixilho da janela, ou chaminé) e quando tentou sair para a rua fê-lo no sentido errado, ou por distração e falta de experiência que será a causa mais comum nesta época.
Este último caso acontece frequentemente quando os juvenis estão a sair do abrigo e a aprender a voar, essencialmente entre Julho Setembro/Outubro. Como os indivíduos novos não têm muita experiência e resistência, andam um pouco “às aranhas” e acabem por entrar por uma janela ou porta aberta e como não dão com a saída, ficam a voar dentro da divisão, ou pousam em algum lugar (incluindo o chão).

Quando isso acontece a melhor coisa a fazer é fechar as portas para as outras divisões para impedir que eles se percam dentro de casa, abrir as janelas, apagar a luz e deixar o morcego sozinho para ele não ter medo e poder sair do local onde está e ir par ao exterior. Passados alguns minutos é só verificar se ele ainda está dentro da divisão, e se estiver, repetir o processo. Isto poderá ir de alguns minutos a várias horas, mas geralmente não demora mais do que alguns minutos.

No caso de mesmo assim ele não sair, porque poderá estar ferido ou doente é importante antes de mais, lembrar que para capturar e manusear morcegos é necessário uma autorização específica do ICNF, pelo que o mais correto é ligar para o ICNF ou SEPNA (GNR). Se for necessário pegar-lhe ou manuseá-lo, deve ser usada uma luva de couro ou borracha e para o libertar deve ser colocado no exterior, num sítio alto (tronco de árvore ou muro).

Uma nota muito importante, nunca pegar num morcego que esteja pousado no chão ou num sítio acessível e exposto. Um dos sintomas da Raiva é desorientação, e esse morcego pode estar contaminado, razão pela qual está parado num local tão desabrigado.

Outra das situações com que já me deparei, é o morcego ir abrigar-se numa divisão ocupada para passar o dia (dormir). Isto pode acontecer porque algumas espécies não passam os dias no mesmo abrigo todas as noites, e como é costume de verão termos as janelas de casa abertas durante a noite, os morcegos que vão a passar, acham que a nossa casa dará um bom abrigo de emergência, embora eles consigam perceber que a casa está ocupada por humanos (pelo odor por exemplo), nesse caso é proceder do mesmo modo devem fechar-se todas as janelas e portas dessa divisão (deixando o morcego sossegado), que deverão ser abertas ao início da noite, altura em que ele procura sair para a rua.


Se detetarem um abrigo de alguma colónia de morcegos em vossa casa e se quiserem ‘livrar’ dele, não os matem. Todas as espécies de morcegos são protegidas por lei, pelo que o melhor é contactar o ICNF ou o SEPNA para resolver a situação da melhor maneira possível. A Natureza agradece e nós também pois os morcegos prestam-nos um grande serviço ambiental.

As espécies que mais frequentemente entram nas casas pertencem aos géneros Pipistrellus sp. e Rhinolophus sp.


Morcego de Kuhl (Pipistrellus kuhlii)




Morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposiderus)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mamas & baby bats


Morcego-de-ferradura-pequeno fêmea mais a sua cria

As fêmeas de Morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros) dão á luz moralmente em finais de junho e início de julho, embora haja um desfasamento temporal nos partos de Sul para Norte (ocorrendo mais cedo no sul), estão sempre sincronizados com a disponibilidade máxima de alimento da zona ou região. As crias nascem com 1-2 gramas de peso e durante as primeiras 4 semanas de vida, estão completamente dependentes das suas progenitoras, que além de lhes proporcionarem alimento (leite) e cuidados higiénicos, são estas que os transportam durante este período inicial da sua vida. Depois deste período de dependência, as crias acompanham (já separadas das progenitoras) as fêmeas nas atividade noturnas durante mais duas ou três semanas e ao fim de mais ou menos dois meses após terem nascido, as crias são totalmente independentes.


Pequena colónia de criação de Morcego-de-ferradura-pequeno

domingo, 14 de junho de 2015

Quão grandes são os morcegos?


Para a generalidade das pessoas e em especial para quem se inicia a estudar este grupo faunístico, isto pode não ser uma pergunta fácil de responder. Contudo, quando estamos a identificar um morcego, esta é a primeira pergunta que devemos fazer “o morcego é grande, pequeno ou médio?”. De facto, muitas das espécies podem ser eliminadas pelo simples tamanho o que nos podem reduzir as possibilidades para um número substancialmente reduzido de espécies. Dentro das diferentes medições possíveis, o comprimento do antebraço é sem dúvida a medição mais eficaz para este objetivo, visto que outras medições como por exemplo o peso podem variar, quer sazonalmente (entre épocas fenológicas) quer ao longo da noite, visto que por noite os morcegos podem ingerir um peso substancial de insetos (que pode atingir o equivalente a metade do peso).

domingo, 17 de maio de 2015

Dieta da cobra-de-água-viperina

A distribuição da cobra-de-água-viperina (Natrix maura) em Portugal é praticamente contínua e homogénea, e depende essencialmente da ocorrência de pontos de água. É uma espécie muito comum e localmente abundante. Distribui-se desde o nível do mar até aos 1650 m, não demonstrando preferência por nenhum estrato altitudinal.
A tanatose, a libertação de um odor nauseabundo, postura semelhante de víbora (expandindo a cabeça para adotar uma forma triangular), emissão de silvos e ameaçadas de morder, são os principais comportamentos de defesa quando ameaçadas. Estes comportamentos, em conjunto com o padrão dorsal em zigue-zague, estão na origem do seu nome comum (cobra-de-água-viperina), devido às parecenças com as víboras.

Exímia nadadora, raramente se afasta da água, podendo esporadicamente consumir outros répteis e micromamíferos ou invertebrados, a base principal da sua dieta é composta por peixes e anfíbios. Para a sua captura, desenvolveu um variado número de comportamentos predatórios (ex: emboscada, procura ativa ou iscagem com a própria língua, entre outros) que dependem do tipo e tamanho da presa, o meio aquático e o seu próprio tamanho.

O grande reportório de comportamento predatórios que esta espécie tem, deve-se principalmente à grande variabilidade de espécie de peixes e anfíbios que consome, que têm características muito diferentes (posições na coluna de água, velocidade de natação, tipo de agrupação, etc…) de entre os peixes ibéricos, a cobra-de-água-viperina, pode consumir espécie da família Blenniidae (Salaria fluviatilis), Centrarchidae (Lepomis gibbosus), Ciprinidae (Barbus bocagei, Barbus graellsii, Barbus haasi, Barbus sclateri, Carassius auratus, Chondrostoma miegii, Chondrostoma polylepis, Cyprinus carpio, Gobius gobius, Phoxinus phoxinus, Rutilus arcasii, Rutilus rutilus, Squalius cephalus), Cobitidae (Barbatula barbatula), Gasterosteidae (Gasterosteus aculeatus), Poecilidae (Gambusia affinis, Gambusia holbrooki) e Salmonidae (Salmo gairdneri, Salmo trutta) quanto aos anfíbios a sua dieta é também muito variada, incluindo a Pleurodeles waltl, Lissotriton boscai, Lissotriton helveticus, Triturus marmoratus, Salamandra salamandra, Alytes cisteransii, Alytes obstetricans, Bufo bufo, Epidalea calamita, Discoglossus galganoi, Pelobates cultripes, Rana iberica, Pelophylax perezi e Hyla arborea.

De relembrar que esta espécie é uma serpente aglifa, ou seja, não possui dentes inoculadores de veneno, não representando qualquer perigo para a espécie humana!

sábado, 28 de março de 2015

Abrigos de morcegos



Contrariamente a outros mamíferos, os morcegos são incapazes de construir os seus próprios abrigos, deste modo, dependem da disponibilidade destes no meio em que vivem, por isso os abrigos são locais cruciais para a estratégia vital dos morcegos, cada espécie seleciona esse mesmos abrigos em função do seu microclima, estrutura e volumetria. As espécies troglófilas elegem cavidades subterrâneas naturais ou artificiais e compartimentos habitacionais. A maior parte das espécies preferem refugiar-se na superfície do teto ou em paredes (e.g. Rhinolophus, Myotis myotis, Myotis blythii ou Miniopterus schreiberssi), embora haja algumas espécies que podem utilizar fissuras dentro destes abrigos (e.g. Myotis daubentonii ou Plecotus austriacus). Já as espécies fisurícolas usam fendas estreitas em construções e/ou paredes rochosas (e.g.; Hypsugo savii, Tadarida teniotis, Eptesicus ou os Pipistrellus) e os eminentemente arborícolas (Myotis bechsteinii, Plecotus auritus ou os Nyctalus) abrigam-se em buracos e fissuras de árvores. Contudo, esta classificação não é estrita, já que certas espécies são muito plásticas relativamente à escolha do tipo de abrigo, utilizando-os em função do seu estado fenológico, sexo e/ou época do ano.

LEGENDA: Intensidade de uso: F – frequente; R – raro; E- excecional; N- nunca; D - Registo bibliográfico. Periodicidade de uso: A – período de atividade; H – período de hibernação. Localização: T- teto; F – fissuras (a maiúscula colónias grandes e minúscula poucos indivíduos ou isolados). Adaptado de Quetglas & Garido, 2014.

De uma forma geral os morcegos para a hibernação preferem abrigos com temperaturas baixas e humidade relativa elevada, enquanto que na época de criação os abrigos quentes e secos são os preferidos (principalmente pelas fêmeas), pois estas condições favorecem o desenvolvimentos dos embriões e crias e diminuem os gastos energéticos das progenitoras.

CR7
 Nyctalus lasiopterus

 Rhinolopus euryale

 Eptesicus serotinus

A destruição de habitat é uma das maiores ameaçadas para a conservação dos morcegos, esta destruição/alteração de habitat tem-se refletido na tipologia de abrigos utilizados pelos morcegos, os casos mais evidentes são os do Barbastella barbastellus e dos Plecotus que têm substituído cada vez mais os seus abrigos maturais (árvores) por estruturas antrópicas.
 Myotis myotis

 Pipistrellus pygmaeus

 Plecotus aurtitus

sábado, 17 de janeiro de 2015

Leucismo em aves





As alterações da coloração das penas nas aves silvestres não são frequentes em aves selvagens, contudo, estão referenciadas muitíssimas espécies com este tipo de anomalia. A maioria destas anomalias são causadas por uma mutação genética, embora estejam reconhecidas outras causas que podem provocar este tipo de anomalias, como deficiências alimentares ou descoloração provocada pela luz. Existem vários tipos de anomalias genéticas que podem provocar alterações na cor da plumagem, entre as quais o albinismo, leucismo, esquizocroísmo e melanismo.


O leucismo caracteriza-se pela falta total ou parcial de pigmentos (melania) na plumagem resultante de uma condição genética que afeta a transferência e acumulação de pigmentos nas células das penas das aves. As aves com leucismo apresentam penas sem cor (brancas) em qualquer parte do corpo, podem ser observados indivíduos com diferentes percentagens de penas brancas (leucismo parcial) ou indivíduos totalmente brancos (leucismo total).


O grau de leucismo é condicionado pelo “timming” da mutação durante a embriogénese, ou seja, quanto mais cedo acontecer esta mutação maior será a percentagem de leucismo.


Contrariamente ao leucismo que é provocado geneticamente pela falta transferência e acumulação de melanina (embora haja produção), o albinismo é provocado geneticamente pela mutação de genes que codificam as enzimas produtoras de melanina (não há produção), resultando na ausência congénita de melanina em todo o corpo, nomeadamente nas penas, olhos e pele.


A diferença das aves albinas e as com leucismo, é que estas últimas apresentam pigmentação “normal” nos olhos e pele, assim como uma capacidade de visão normal pelo que tendem a viver mais que as com albinismo.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

'Põe ovos', voa e não tem penas....

As Libélulas passam a parte inicial do seu ciclo de vida dentro de água, em diversos habitats aquáticos, por períodos que podem ir de vários meses a alguns anos. Todos os seres vivos com esta estratégia no seu ciclo biológico são denominados Anfíbios, (do grego Amphi = ambos, e Bio = vida, isto é, vivem em ‘ambos os meios’ ou têm uma ‘vida dupla’). A larva muda de pele (exosqueleto) várias vezes para poder crescer e quando atinge o tamanho final, na época favorável (que geralmente corresponde ao início da primavera), deixa da água, faz uma última ‘muda de pele’, expandindo o seu abdómen e as suas asas, assumindo a sua forma adulta definitiva. Este processo é conhecido como emergência.

É durante esta fase de adulto, geralmente denominada como fase de voo que se dá o acasalamento. O macho produz o sémen na extremidade do abdómen e transfere-o para a genitália secundária situada na base do abdómen, através do qual é passado para a fêmea. Os ovos só são fertilizados durante a sua postura, o que possibilita a intervenção de outros machos oportunistas, que poderão copular com a fêmea entretanto e remover o esperma do rival. Isto explica porque na maioria das vezes se podem ver os machos a voar sobre as fêmeas ou mesmo ‘agarrados’ a ela, durante a postura, para a guardar.
As posturas podem ser feitas directamente sobre a superfície da água, no substracto húmido das margens de ambientes aquáticos ou na vegetação aquática. A fêmea coloca assim os ovos que são expelidos pelo ovopositor, órgão situado na extremidade do abdómen.

A Libélua anelada - Cordulegaster boltonii – uma das espécies da fauna portuguesa, ocorre em ribeiras e rios de pequenas dimensões em áreas florestadas.




Cordulegaster boltonii (macho)


A fêmea desta espécie faz as posturas geralmente no substracto das margens dos cursos de água, num característico movimento vertical:

Fêmea registada na zona montante do rio Sabor.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O exímio voador



O morcego-ferradura pequeno (Rhinolophus hipposideros) é um dos morcegos mais pequenos do mundo, pesando 5 a 9 gramas, com uma envergadura de 20-25 cm e um comprimento corporal de apenas 3-5 cm.
È um exímio voador, provavelmente um dos mais rápidos e ágeis da nossa fauna, apto a voar em espaços muito confinados de apenas alguns cm de largura, é capaz de entrar em casas através das chaminés pelo que é capaz de voar na vertical, esta agilidade é também verificada quando caça, pois fá-lo junto ao solo contornando os arbustos, onde se alimenta de uma das suas presas favoritas, as aranhas que apanha nas teias presas entre os arbustos.
Nestas fotos vemos com a falta de um tábua de um soalho é um local perfeito para eles passarem de um piso para outro.