sábado, 1 de outubro de 2011
Bem agarradinhos!
sábado, 30 de abril de 2011
Hyla arborea Vs Hyla meridionalis
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Chioglossa lusitanica

Taxonomia:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Urodela
Família: Salamandridae
Género: Chioglossa
Espécie: Chioglossa lusitanica
Nome comum: salamandra-lusitânica
Identificação:
Em adulto tem o corpo delgado com uma cauda muito alongada, ao longo do dorso possui duas listas de cor dourada, acastanhada ou alaranjada que se unem na zona da cauda. A cabeça é pequena e achatada, os olhos proeminentes em posição lateral. O ventre tem uma coloração cinzenta escura com pequenos pontos brancos. Mede entre
Espécies similares:
Em Portugal não existem espécies passíveis de serem confundidas com a Chioglossa lusitanica.
Distribuição:
Em Portugal, a espécie apresenta uma distribuição praticamente contínua na zona Noroeste e Centro/Oeste, tendo como limites a Este a Serra da Estrela, a Sul o Rio Tejo, e no Centro/Oeste, as Serras do Buçaco, Lousã e Alvelos.
Habitat:
A Chioglossa lusitanica, está restringida a zonas com um clima suave e com precipitações anuais elevadas, sempre superiores a 1000mm/m2. Geralmente prefere linhas de água corrente com vegetação abundante nas margens e atmosferas saturadas em humidade de sistemas montanhosos e com topografia acidentada Assim como ribeiros com acidez elevada de zonas de baixa ou média altitude, até aos 1000m de altitude (podendo ir até aos 1100m na Serra da Estrela), evitando zonas calcárias e linhas de água contaminadas ou com dureza elevada.
Pode ainda ser encontrada em bosques caducifólios, eucaliptais, tojais e locais rochosos praticamente sem vegetação, junto de linha de água.
Biologia:
Espécie de hábitos crepusculares e nocturnos, embora possa apresentar actividade diurna durante os dias chuvosos ou nublados. A salamandra-lusitânica suspende a actividade durante o Verão, devido às elevadas temperaturas e baixa humidade do ar, e durante os meses de Inverno, devido às baixas temperaturas.
Reprodução:
A época de reprodução pode variar consoante a região em que se encontra, mas em Portugal parece ocorrer no período compreendido entre Maio e Novembro.
O acasalamento acontece após um complexo comportamento de cortejamento em terra ou em águas pouco profundas. Após o amplexo com o macho, a fêmea deposita entre 12 a 20 ovos num local húmido e protegido. A eclosão ocorre seis a nove semanas após a postura. Para se reproduzirem as Salamandras-lusitânicas, reúnem-se em locais específicos (como por exemplo as minas concavidades naturais nas margens dos cursos de água, debaixo de pedras ligeiramente submersas), caracterizadas por terem paredes rochosas com elevada inclinação, ou mesmo verticais, com elevada humidade e água corrente e limpa, temperatura mais ou menos constante. Os recentes estudos apontam para que as Salamandra-lusitânicas sejam fiéis aos locais de reprodução.
Alimentação:
A alimentação dos adultos é constituída basicamente por insectos, aracnídeos e moluscos de pequenas dimensões. As larvas alimentam-se essencialmente de pequeníssimos insectos aquáticos, moluscos e crustáceos.
Longevidade:
A sua longevidade máxima no meio natural é de 8-10 anos, e atingem a maturidade sexual aos 4 anos de idade.
Curiosidades:
A Chioglossa lusitanica é a única salamandra que tem uma cauda com uma secção circular. Os principais predadores são cobras-de-água, lontras e grandes sapos, enquanto que as larvas são consumidas por cobras-de-água, larvas de libélula e escaravelhos aquáticos.
Ameaças:
A substituição de bosques Atlânticos, por espécies florestais introduzidas limita a distribuição da espécie. A deterioração de habitat pela derivação de água para sistemas de irrigação pode afectar substancialmente esta espécie, assim com a utilização de pesticidas.
Medidas de conservação:
Manter a disponibilidade e qualidade das linhas de água e da vegetação ribeirinha que constituem o seu habitat, manutenção dos locais de reprodução.
Estatuto de conservação:
Espécie endémica da Península Ibérica e único representante do seu género, a nível internacional (IUCN) a Salamandra-Lusitânica encontra-se classificada como “Vulnerável” (VU), bem como em Portugal (LVVP). Faz parte do anexo II da Convenção de Berna e dos anexos BII e B-IV da Directiva Aves/Habitats (DL 140/99 de 24 de Abril).
Referências e Sites:
Cabral MJ (coord.), Almeida J, Almeida PR, Dellinger T, Ferrand de Almeida N, Oliveira ME, Palmeirim JM, Queiroz AI, Rogado L & Santos-Reis M (eds.) (2005). Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza. Lisboa. 660 pp.
Ferrand de Almeida, N; Ferrand de Almeida, P; Gonçalves, H; Sequeira,F; Teixeira, J & F, Ferrand de Almeida. 2001. Guia FAPAS dos Anfíbios e Répteis de Portugal. FAPAS e Câmara Municipal do Porto. Porto. 249 pp.
Loureiro A, Ferrand de Almeida N, Carretero MA & Paulo OS (eds.) (2008). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Lisboa. 275 pp.
Arntzen, J.W., Bosch, J., Denoël, M., Tejedo, M., Edgar, P., Lizana, M., Martínez-Solano, I., Salvador, A., García-París, M., Gil, E.R., Sá-Sousa, P. e Marquez, R. (2008): Chioglossa lusitanica. In: IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.1.
Teixeira, J., Sequeira, F., Alexandrino, J. e Ferrand, N. (1998). Bases para a Conservação da Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica). Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa
terça-feira, 23 de março de 2010
Hyla arborea

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Alytes cisternasii

Com a sorte de poder ter experiências profissionais de Norte a Sul do país, sempre anseio um encontro, mesmo que fugaz, com uma criatura diferente. Todas as espécies me encantam, mas não há nada como um primeiro encontro…
Acabada de chegar do Norte, ansiava ver os espécimes “novos” do Sul. Depois de um duro dia de trabalho de campo, já ao recolher da jornada, no Monte da Estrada (Odemira), fui presenteada por um Sapo-parteiro-ibérico. Não foi propriamente um encontro. O meu pai é que o descobriu por baixo de umas pedras. Sempre “teve olho” para “cuscar” a bicharada, provavelmente é daí que vem o meu gosto. Lá estava o belo exemplar, o Cavalo-marinho dos anfíbios…perdoem-me os meus colegas pela aberração que acabei de dizer, mas foi o que me veio à cabeça pelo facto do macho exercer cuidados parentais que habitualmente cabem à fêmea. Tão tímido e discreto como o sabem fazer tão bem os anfíbios. Por momentos apeteceu-me beijá-lo, não fosse às vezes transformar-se em príncipe… mas atempadamente me lembrei que se carregasse com ele filhos machos, poderiam transformar-se todos ao mesmo tempo em muitos príncipes o que seria bem mais complicado do que um só…
Identificação:
Sapo de aspecto robusto, cabeça larga e grande, comparativamente com o tronco que é curto e largo. Olhos grandes, proeminentes, pupila vertical e íris dourada com pigmentação negra. Membros anteriores curtos e robustos com quatro dedos (o quarto é de pequeno tamanho). Possui dois tubérculos palmares bem visíveis. Dorso esbranquiçado ou beje, com manchas mais escuras castanhas, cinzentas ou esverdeadas. Pequenas verrugas avermelhadas ou alaranjadas típicas no dorso, que se podem prolongar até aos olhos.
Espécies similares:
O Sapo-parteiro-comum é uma espécie semelhante. Ao contrário do Sapo-parteiro-ibérico, a sua distribuição em Portugal é praticamente contínua em toda a região Norte e Centro até ao rio Tejo (apresentando distribuição fragmentada numa zona litoral desde o Baixo Vouga até Sintra). Distinguem-se, por exemplo, pelo facto do Sapo-parteiro-ibérico apresentar dois tubérculos palmares e o Sapo-parteiro-comum, três.
Distribuição:
É uma espécie endémica do Centro e Sudoeste da Península Ibérica e em Portugal apresenta uma distribuição praticamente contínua a Sul do rio Tejo (excepto península de Setúbal e pequena orla do litoral algarvio).
Habitat:
Ambientes áridos e quentes, e zonas de baixa e média altitude. Prefere zonas de solos arenosos ou pouco consistentes, habitualmente em zonas abertas e planas.
Reprodução:
Ocorre no Outono e na Primavera, altura em que os machos cantam à noite. Após fecundação, os machos enrolam os cordões de ovos nos membros posteriores. O mesmo macho pode transportar a postura de várias fêmeas. Após 3 semanas de incubação, os machos deslocam-se até uma massa de água e os ovos eclodem de forma sincronizada. As larvas completam a metamorfose em 3 a 5 meses.
Alimentação:
Os adultos capturam presas vivas: formigas, caracóis, escaravelhos e aranhas. As larvas alimentam-se essencialmente de matéria vegetal e de invertebrados aquáticos.
Comportamento:
De hábitos nocturnos, embora possa apresentar actividade diurna em dias chuvosos ou nublados. Nos meses de temperaturas mais extremas pode permanecer inactivo refugiando-se em buracos escavados por si ou naturais e debaixo de pedras.
Ameaças e medidas de conservação:
As principais ameaças são a alteração e destruição dos habitats onde possa ocorrer a espécie, e a presença de predadores introduzidos. As medidas de conservação passam pela preservação de charcos e ribeiros de pequena e média dimensão.
Dimensões:
Tamanho geralmente inferior a 4,5 cm. As fêmeas alcançam tamanho ligeiramente superior ao dos machos.
Estatuto de conservação:
A nível nacional apresenta estatuto de conservação “Pouco Preocupante”.
Curiosidades:
É conhecido como “parteiro” pelo facto de ser o macho quem transporta os ovos nas costas, até que estejam prestes a eclodir, altura em que os deposita na água. A. cisternasii terá divergido das restantes espécies de Alytes há cerca de 16 milhões de anos.
Referências e Sites:
Pedro Beja, Jaime Bosch, Miguel Tejedo, Miguel Lizana, Iñigo Martínez-Solano, Alfredo Salvador, Mario García-París, Ernesto Recuero Gil, Jan Willem Arntzen, Rafael Marquez, Carmen Diaz Paniagua 2008. Alytes cisternasii. In: IUCN 2009. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2009.2.
Gonçalves, H. (2008): Alytes cisternasii. Pp. 104-105, in: Loureiro, A., Ferrand de Almeida, N., Carretero, M. A. & Paulo, O.S (eds.), Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Lisboa.
Ferrand de Almeida, N., Ferrand de Almeida, P., Gonçalves, H., Sequeira, F., Teixeira, J. & Ferrand de Almeida, F. (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Guias Fapas, Câmara Municipal do Porto – Pelouro do Ambiente, Porto.
http://www.iucnredlist.org/
http://forum.netxplica.com/
http://naturlink.sapo.t/
domingo, 3 de janeiro de 2010
Discoglossus galganoi
Discoglossus galganoi Capula, Nascetti, Lanza, Bullini & Crespo, 1985.
A fragmentação e destruição dos habitats, quer de reprodução, quer de refúgio, constituem um dos seus principais factores de ameaça, a par da introdução de espécies aquáticas exóticas, predadoras das suas larvas.
